Foxconn quer vender fábrica na China de US$ 8,8 bi, diz agência

Companhia vive momento delicado por causa da guerra comercial entre China e Estados Unidos, dois de seus grandes clientes

Taipé (Taiwan) | Reuters

A taiwanesa Foxconn estaria avaliando vender sua nova fábrica de painéis de LCD de US$ 8,8 bilhões (R$ 33,6 bilhões) na China, disseram fontes à Reuters. A demanda pelo produto está diminuindo em meio à intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

A venda ocorreria em um momento delicado para a Foxconn, que tem grandes investimentos no país e também muitos clientes dos Estados Unidos, entre eles a Apple.
 

Homem passa pelo logo de fábrica da Foxconn em Wuhan, na província de Hubei, na China - Reuters


A companhia está navegando em uma rota complicada em meio a prolongada guerra comercial entre Washington e Pequim. A venda, se for efetivada, marcaria um dos seus maiores desinvestimentos da China.

"Não é uma venda fácil e pode demorar um pouco", disse uma das fontes, citando a fraca demanda global por LCDs de tamanho grande.

A Foxconn, em uma declaração por escrito à Reuters, disse que não alimentaria especulações de mercado. "Por uma questão de política da empresa, a Foxconn não responde a rumores de mercado ou especulação". As fontes pediram anonimato porque as deliberações são confidenciais.

A guerra comercial interrompeu as cadeias de fornecimento globais de tecnologia de maneira significativa, forçando a Foxconn a revisar a sua própria cadeia. Isso e a desaceleração da demanda por televisões e monitores de tela grande levaram a administração da Foxconn a procurar um comprador para a fábrica de LCD, disse uma das fontes.

Também estavam sendo levantadas questões dentro da Foxconn sobre a necessidade do projeto de Guangzhou. "As fábricas existentes já não estão operando em capacidade total. Por quê precisam de outra?", questionou uma das fontes ouvidas.

A outra fonte disse que a nova fábrica não começará a produção até o início de outubro, o que a torna menos atraente para os compradores por causa dos riscos adicionais em comparação a uma fábrica já em operação.

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