Governo quer 'desmamar' caminhoneiros da tabela de frete, diz ministro

Tarcisio de Freitas não deu detalhes sobre o plano, mas afirmou querer acordos para que a tabela desapareça com o tempo

Rio de Janeiro | Reuters

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse nesta sexta-feira (9) que o governo pretende "desmamar" os caminhoneiros da tabela de frete.

Após a greve da categoria que paralisou o país em 2018, o governo fez concessões e criou uma tabela de frete para servir de parâmetro de preço. No entanto, ela tem sido bastante criticada por setores da economia que contratam transportes.

O mininistro da Infraestrutura, Tarcisio de Freitas - Adriano Machado-22.jan.2019/Reuters

A polêmica cresceu no mês passado, após a publicação de uma resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), atualizando os preços do frete rodoviário. 

Insatisfeitos com a nova tabela, os caminhoneiros chegaram ensaiar uma nova paralisação, fazendo o governo recuar.

A interlocutores, Freitas tem dito que considera a tabela de frete uma aberração e que aposta na livre negociação.

"Nós já estamos desmamando (os caminhoneiros)”, disse ele a jornalistas entre eventos militares no Rio de Janeiro. O ministro não deu detalhes sobre o plano, mas afirmou querer acordos por setor para que a tabela desapareça com o tempo.

Relicitação

O governo federal baixou nesta semana um decreto que regulamenta a devolução amigável de concessões. O objetivo é diminuir a complexidade atual entre a devolução das concessões e uma relicitação, que pode durar até dois anos.

Freitas explicou que multas aplicadas ao concessionário por descumprimento de contrato não serão anistiadas, mas também não serão mais aplicadas quando o consórcio aderir ao pedido de devolução amigável. Em troca, durante a relicitação a operação dos ativos será garantidos pela concessionária.

"A gente vai zerar novas penalidades, mas não haverá perdão das multas aplicadas", finalizou.

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