Leilão de terminais portuários arrecada R$ 148 milhões

Foram arrendadas duas áreas do porto de Santos e uma do de Paranaguá (PR)

Ivan Martínez-Vargas
São Paulo

O governo federal arrecadou R$ 148,5 milhões de outorga com o leilão de três terminais dos portos de Santos e Paranaguá nesta terça-feira (13) em São Paulo. Os aportes previstos nas áreas somam R$ 420 milhões.

“Nosso interesse maior é o valor de investimentos, por isso a outorga mínima era de R$ 1. Há mais arrendamentos de áreas portuárias em estudo. Vamos qualificar mais terminais na próxima reunião do conselho do Programa de Parcerias e Investimentos”, disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

O principal ativo do certame foi o STS 20, de Santos, terminal destinado à movimentação e à armazenagem de granéis sólidos minerais, especialmente de fertilizantes e sais. 

O local foi arrematado pela Hidrovias do Brasil, controlada pelo fundo de investimentos Pátria, por R$ 112,5 milhões após disputa com o consórcio TRH. 

A área chegou a ser licitada no ano passado, mas não houve interessados à época. Serão realizados R$ 219,3 milhões em investimentos distribuídos em 25 anos de concessão.

“Esse negócio é um sinal de que o mercado de capitais tem se interessado mais por ativos de infraestrutura, o que abre novas oportunidades”, afirmou Casemiro Tércio Carvalho, presidente da autoridade portuária de Santos.

Uma segunda área de Santos foi leiloada nesta terça, a STS13A —destinada a líquidos como produtos químicos e derivados de petróleo—, arrematada pela empresa Aba Infra Estrutura e Logística por R$ 35 milhões. 

A Aba levou o terminal mesmo fazendo um lance inferior aos R$ 50 milhões ofertados pela Ageo (via Empresa Brasileira de Terminais e Armazéns Gerais) no pregão. A empresa concorrente, que já opera três áreas no porto de Santos, participou do leilão por liminar da Justiça. A decisão determinava, porém, que a Ageo só poderia arrematar o ativo se não houvesse concorrência.

A Klabin levou o terminal PAR01, de Paranaguá, por R$ 1 milhão. O local é destinado a carga de celulose e receberá um montante de R$ 87 milhões ao longo da concessão.

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