Antigo modelo de crescimento do Brasil está exaurido, diz secretário-adjunto da OCDE

Para Ludger Schuknecht, reforma da Previdência é um dos avanços para o país

Eduardo Cucolo
São Paulo

O modelo de crescimento que impulsionou a economia brasileira no passado recente está exaurido, e o país precisa realizar reformas econômicas que permitam o aumento da produtividade.

A afirmação foi feita nesta quinta-feira (10) por Ludger Schuknecht, secretário-geral adjunto da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), durante o Fórum de Investimentos Brasil 2019.

O comentário, durante abertura de um debate sobre produtividade, foi feito no mesmo dia em que o governo dos Estados Unidos deu respaldo às candidaturas de Argentina e Romênia para uma vaga na OCDE, mas não citou a candidatura do Brasil, em uma carta enviada à entidade.

O secretário-geral adjunto da OCDE listou uma série de avanços feitos pelo Brasil nas últimas décadas, mas disse que não adianta ficar olhando para trás.

“Alguns dos propulsores do crescimento no passado não estarão presentes no futuro. A força de trabalho terá um crescimento menor no futuro. O boom de commodities de que o país se beneficiou terminou”, afirmou. 

“O modelo de crescimento do passado já está exaurido. Novos mecanismos para aumentar a produtividade precisam ser encontrados. Se olharmos outros mercado emergentes, podemos ver uma vasta agenda de mudanças.”

Schuknecht citou como exemplo a questão da Previdência. “O sistema de pensões precisa responder. As pessoas vão precisar trabalhar por mais tempo.”

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