Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

Brasil e China querem criar 'Netflix dos Brics'

A ideia é transmitir apenas filmes de países do grupo

Raquel Landim
Pequim

Os governos brasileiro e chinês estão discutindo a criação de dois canais de filmes: um de produções feitas nos países dos Brics (Brasil, Índia, China, África do Sul e Rússia) e outro apenas de vídeos brasileiros e chineses.

O assunto foi debatido entre o ministro da Cidadania, Osmar Terra, e autoridades chinesas durante as reuniões preparatórias para a visita do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que chega nesta quinta-feira (24) a Pequim.

Os novos canais utilizariam a tecnologia streaming, em que o telespectador escolhe o que vai assistir e quando.

Jair Bolsonaro chega ao Palácio Impercial do Japão para cerimônia de ascensão ao trono do novo imperador japonês - Pierre Emmanuel Deletree/AFP

Segundo Terra, o objetivo é estimular co-produções de Brasil e China, atraindo capital chinês para o cinema brasileiro, além de abrir um mercado de 600 milhões de chineses que assistem vídeos sob demanda.

Questionado se a censura chinesa seria um problema, já que o país é comunista e controlado por um partido único, o ministro afirmou que não.

“Os chineses vão decidir que projetos querem financiar e nossos produtores vão se submeter ou não. O que queremos é abrir esse mercado”, afirmou.

Na opinião de Terra, o cinema brasileiro é muito “dependente” dos recursos do fundo setorial, que chegam a cerca de R$ 1,5 bilhão por ano.

O surgimento do canal dos Brics dificilmente será anunciado durante a visita de Bolsonaro a China. O mais provável é que o assunto continue sendo discutido em novembro no encontro de países do bloco em Brasília, para o qual está prevista a presença do presidente chinês Xi Jiping.

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