Petrobras ampliará corte em escritórios no exterior

Medida é parte de combate a dívida bilionária e busca de melhor eficiência na alocação de capital

Brasília | Reuters

A Petrobras deverá encerrar o ano com apenas 6 escritórios no exterior, contra 19 em 2017, em meio a um processo de cortes de custos e otimização na alocação de capital em curso, afirmou nesta terça-feira (8) o presidente da empresa, Roberto Castello Branco.

Atualmente, segundo o executivo, a empresa tem ainda 11 escritórios fora do país, mas terminará o ano com presença apenas nos seguintes países: Bolívia, China, Cingapura, Estados Unidos, Holanda e Inglaterra.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco
O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco - Fernando Frazão - 17.abr.2019/Agência Brasil

"Estamos num processo de racionalização do espaço", disse o executivo, durante participação em Comissão de Minas e Energia na Câmara dos Deputados, sobre a venda de ativos da empresa.

O mesmo está sendo realizado no Brasil. Em 2015, a Petrobras ocupava 72 prédios no país, contra 38 atualmente, disse Castello Branco, apontando uma redução de custos de 35% no período, para R$ 1,3 bilhão com os prédios brasileiros.

Para combater a bilionária dívida e buscar uma melhor eficiência na alocação de capital, a Petrobras tem ainda um amplo programa de desinvestimentos em curso, enquanto trabalha para voltar suas atividades à exploração e à produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas.

Segundo Castello Branco, o portfólio da empresa considera atualmente a venda de 183 campos em terra e em águas rasas. Ele ressaltou que diversos ativos no Nordeste estão à venda, uma vez que a produção em diversos estados da região tornou-se irrelevante para a empresa.

"Estamos vendendo essas operações para outras empresas, várias brasileiras", disse o executivo, frisando que as companhias que estão comprando esses ativos deverão investir neles, gerando renda e emprego nas regiões.

Sobre privatização, o presidente da companhia afirmou não haver planos para a venda da estatal.

"Privatização da Petrobras não está na mesa, não existe nenhum plano. De vez em quando, alguém fala, é sempre esse fantasma", declarou o executivo.

O secretário Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Salim Mattar, disse a jornalistas na semana passada que não estão em seu mandato as privatizações de Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Petrobras.

Mattar ponderou, no entanto, que há valor potencial a ser atingido no futuro com operações envolvendo essas empresas caso haja um entendimento nesse sentido entre sociedade, Congresso e presidente da República.

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