Trégua comercial entre Estados Unidos e China faz Bolsa subir 2%

Principais mercados subiram por otimismo com acordo entre países, fechado ao fim do pregão

Tássia Kastner
São Paulo

A expectativa por um acordo comercial entre Estados Unidos e China foi o motor do mercado financeiro nesta sexta-feira (11). O otimismo de investidores se converteu em uma notícia positiva ao fim do pregão, quando o presidente americano, Donald Trump, anunciou um acordo parcial firmado com os chineses.

As principais Bolsas mundiais subiram nesta sexta, ainda que o anúncio do que representa uma trégua na guerra comercial tenha se convertido no “compra no boato, vende no fato”.

Nos Estados Unidos, as máximas do dia flertaram com 2% de valorização, mas os principais índices encerraram com ganhos ao redor do 1%.

No Brasil, a desaceleração não ocorreu. O Ibovespa, principal índice acionário do país, avançou 1,97% e terminou a 103.831 pontos. O giro financeiro foi de R$ 15,6 bilhões, ante média diária ao redor de R$ 16 bilhões neste ano.

Na semana, a Bolsa brasileira acumulou alta de 1,25%, recuperando as perdas dos dois primeiros pregões bastante negativos.

O presidente americano anunciou um acordo comercial restrito com a China, que foi o bastante para que ele se dispusesse a não impor a nova barreira tarifária contra o país, que estava marcada para a próxima terça-feira (15). Dos dois lados, as concessões foram modestas e passam por não elevação de tarifas e aumento moderado das compras chinesas de produtos americanos, incluindo agrícolas.

O mercado de câmbio também reagiu e houve valorização das moedas emergentes ante o dólar. Isso ocorre porque há uma menor aversão a risco e disposição a migração de recursos para países mais arriscados.

Ante o real, o dólar caiu 0,70%, a R$ 4,0960.

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