Bolsa vai a 109 mil pontos e renova recorde; dólar sobe

Dólar se aproxima dos R$ 4,10 com mais um leilão do pré-sal esvaziado

São Paulo

A Bolsa brasileira renovou seu recorde nesta quinta-feira (7). O Ibovespa fechou acima dos 109 mil pontos pela primeira vez na história, com uma alta de 1%. O desempenho do índice foi em linha com o exterior, que também teve recorde de Dow Jones e S&P 500.

Com mais um leilão de áreas do pré-sal sem a participação do estrangeiro, o dólar subiu pelo segundo pregão seguido. Com alta de 0,3%, a cotação da moeda foi a R$ 4,094, maior patamar desde 21 de outubro.

Depois de abrir em queda e chegar a R$ 4,04, o dólar passou a subir por volta das 10h, com o início do leilão, e chegou à máxima de R$ 4,103 por volta das 14h. Assim como na quarta (6), Petrobras e chineses foram os únicos a apresentar ofertas.

A ausência de empresas estrangeiras frustra a expectativa de investidores de uma entrada massiva de dólares no país, o que levaria a cotação da moeda a depreciar. Sem a entrada de dólares, o contrário acontece, investidores não apostam mais na queda da moeda e a cotação se valoriza.

Dentre emergentes, o real é a divisa que mais se desvalorizou na sessão. Na semana, o seu desempenho só não é pior que o Florim húngaro.

No exterior, o viés foi positivo. Estados Unidos e a China concordaram em reverter algumas tarifas como parte da 'fase 1' do acordo comercial. No entanto, segundo a Reuters, há resistência dentro da Casa Branca, com preocupação de que os EUA perca a vantagem que tem nas negociações.

Como autoridades americanas e chinesas já haviam confirmado a retirada de algumas tarifas na celebração da 'fase 1' do acordo, o mercado viu a notícia como positiva. 

Em Nova York, os índices Dow Jones e S&P 500 voltaram a bater recordes nesta quinta (7), com altas de 0,6%, a 27.674 pontos, e de 0,3%, a 3.085 pontos, respectivamente.

No Brasil, o Ibovespa subiu 1,12%, a 109.580 pontos, novo recorde. O giro financeiro foi de R$ 20,2 bilhões, acima da média diária para o ano. 

A alta do índice foi sustentada pelo bom desempenho das ações da Petrobras. Com a notícia da venda da Liquigás por R$ 3,7 bilhões para o grupo formado por Copagaz, Itaúsa e Nacional Gás Butano, as ações da petroleira foram aos maiores valores desde 2010. 

As preferenciais, mais negociadas, subiram 3,6%, a R$ 30,78 e as ordinárias, com direito a voto, 3,2% , a R$ 33,45.

A valorização também foi impulsionada pela fala do ministro da Economia Paulo Guedes sobre a cessão onerosa. Apesar da ausência de estrangeiros, o ministro disse que o resultado foi extraordinário e que a Petrobras terá um "futuro brilhante", pois está focada na exploração de petróleo.

Mas a maior alta da sessão ficou por conta da Usiminas, que subiu 7,93%, a R$ 8,30, depois que o banco Credit Suisse elevou a recomendação para a ação. 

Logo atrás veio a Natura, com alta de 7,88%, a R$ 34,10. Na véspera, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) autorizou a compra da Avon sem restrições.

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