Venda de 2 dos 4 lotes do pré-sal é um sucesso, diz Bolsonaro

Apenas duas das quatro áreas do pré-sal oferecidas foram arrematadas

Brasília

Após o governo ter apenas duas das quatro áreas do pré-sal oferecidas arrematadas, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) negou que tenha havido frustração.

“Tinha quatro áreas, foram vendidas duas, foi um sucesso”, disse ao deixar o Palácio da Alvorada na noite desta quarta-feira (6) para participar de uma cerimônia do Ministério Público militar.

Questionado se o resultado não frustra o governo, por ter sido aquém do esperado, ele negou.

“Nenhuma, zero. Ia leiloar 4, leiloou 2. Lógico que vai ser menor do que o previsto.”

Jair Bolsonaro durante solenidade em comemoração ao Dia do Servidor, no Palácio do Planalto - Pedro Ladeira/Folhapress

Esta foi a primeira vez que Bolsonaro comentou o tema. Ao longo de toda esta quarta ele não dedicou nenhuma de suas publicações em redes sociais para tratar do leilão.

 

O presidente aproveitou para criticar a imprensa, dizendo que sempre haverá crítica ao governo.

“Não é o teu caso, mas parte da mídia tem sempre o que falar. Agora, o que faltou falar: se vender zero vai ser zero, não tem frustração. Vendeu metade, mais da metade. Lógico que o campo mais importante foi vendido. Sem frustração, estamos fazendo nosso trabalho, o dinheiro é bem-vindo”, afirmou.

Sem concorrência e com lances mínimos, a Petrobras arrematou duas das quatro áreas oferecidas pelo governo no megaleilão do pré-sal nesta quarta. Na maior delas, teve parceria com as estatais chinesas CNOOC e CNODC.

As outras duas áreas não tiveram interessados, frustrando a previsão de arrecadação, que nas perspectivas mais otimistas chegaram a R$ 106 bilhões. Ao fim do leilão, o valor arrecadado ficou em R$ 69,9 bilhões. Ainda assim, o governo considerou o resultado um sucesso.

O consórcio formado por Petrobras e pelos chineses pagará R$ 68,2 bilhões pelo direito de explorar a área de Búzios, a maior descoberta de petróleo do país. As empresas ofereceram o lance mínimo de 23,24% em óleo para o governo.

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