Governo avalia possível fusão de Infraero, Valec e EPL

Tarcísio de Freitas, ministro da Infraestrutura, diz que mudança pode ocorrer até o fim de 2020

São Paulo | Reuters

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse nesta segunda-feira (11) que o governo federal estuda uma possível fusão das estatais Infraero, Valec e EPL (Empresa de Planejamento e Logística), nas quais vê sobreposição de papéis. O negócio poderia ser posteriormente privatizado.

"Um estudo vai levar de seis meses ou oito meses", disse ele. "Uma fusão seria muito rápida por que o governo é o acionista comum. A fusão de fato é provável que seja até o fim de 2020. O estudo vai mostrar se há geração de valor."

Ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas; estudo para a fusão pode levar oito meses
Ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas; estudo para a fusão pode levar oito meses - Amanda Perobelli/Reuters

O ministro revelou também o desejo de mudar o comando da Valec, estatal responsável por construção e manutenção de ferrovias e negou que haja uma disputa no governo sobre o tema.

"Não há desentendimento algum e quero dar à Valec um direcionamento mais pró-mercado", declarou Freitas. "Estou pegando um cara que foi executivo da Samsung, esteve na Coreia, na Gafisa (Rafael Castello) e hoje está no BNDES e tem condições dar uma outra dinâmica à Valec", finalizou.

INVESTIMENTOS

A onda de instabilidade que vem dominando países da América Latina não vai afugentar investidores do Brasil, que manterá sua agenda de privatizações e concessões, disse Freitas.

Segundo ele, os investidores globais mantêm o interesse pelo Brasil por entenderem que o país tem instituições fortes e bom ambiente de negócios.

No domingo, o presidente da Bolívia Evo Morales renunciou ao cargo após 13 anos no poder, após uma onda de protestos que questionavam o resultado de uma eleição vencida por ele. A Organização dos Estados Americanos (OEA) indicou ter havido irregularidades no pleito. Há dias, uma onda de protestos eclodiu no Chile, por conta de problemas sociais no país.

"Isso não terá efeito. O Brasil é um país muito resiliente, com instituições que amadureceram muito e a gente consegue mostrar para o investidor estrangeiro que construímos um bom e amigável ambiente de negócios", disse Freitas.

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