Primeira licitação do Consórcio Nordeste tem economia de 30% na compra de medicamentos

Aquisição coletiva para os nove estados da região gerou redução de R$ 48 milhões

Recife

O Consórcio Nordeste, ferramenta de gestão que reúne os nove estados da região em contraponto ao governo Jair Bolsonaro, apresenta a primeira ação prática: compra conjunta de dez tipos de medicamentos com economia de aproximadamente 30%.

A primeira licitação, realizada pelo consórcio após sete meses de criação, está em sua fase final. A aquisição coletiva gerou uma redução de R$ 48 milhões aos cofres dos governos estaduais.

O valor global da aquisição de medicamentos que vão abastecer hospitais públicos da região seria de R$ 166 milhões se cada estado adquirisse os produtos de forma individual. Com o mecanismo coletivo, a quantia a ser empregada caiu para R$ 118 milhões.

A licitação será homologada até próximo dia 15 de novembro. O resultado é o principal ponto da carta que os governadores nordestinos vão divulgar no fim da tarde desta quarta-feira (6) após reunião realizada no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco.

Participam do encontro os governadores Paulo Câmara (PSB-PE), Renan Filho (MDB-AL), Camilo Santana (PT-CE), Belivaldo Chagas (PSD-SE), João Azevedo (PSB-PB), Welington Dias (PT-PI) e Fatima Bezerra (PT-RN), além dos vice-governadores João Leão (PP-BA) e Carlos Brandão (Republicanos-MA).

Desde sua origem, a ideia dos governadores nordestinos é se unirem em torno de um projeto comum e consolidar um novo polo de poder na esquerda.

Neste período, os mandatários —sete deles de partidos de esquerda— intensificaram agendas conjuntas, afinaram o discurso e tentam dar peso político à região onde vivem 55 milhões de brasileiros. 

No fim de março, governadores das regiões Sul e Sudeste também anunciaram a criação do Consud (Consórcio de Integração Sul e Sudeste) com o objetivo de discutir pautas conjuntas entre as unidades da federação com o maior PIB (Produto Interno Bruto). O Cosud integra sete estados, que representam 70% da economia do país.

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