Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

Tudo passo a passo, diz secretário da Economia sobre agenda social do governo

Sachsida cita combate à inflação e 13º do Bolsa Família como exemplos de medidas voltadas aos mais pobres

Brasília

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, defendeu nesta terça-feira (26) que o governo tem uma agenda social. Ele indicou, no entanto, que as medidas devem ser implementadas “passo a passo”.

As declarações foram dadas em um debate em Brasília, após o secretário ser perguntado sobre a situação do Chile, que registra conflitos entre manifestantes e polícia (por demandas como em saúde e previdência) e a relação da crise naquele país com as reformas propostas pelo governo brasileiro.

“Não sei responder o que aconteceu no Chile, sei do que acontece aqui. Discordo que esse governo não olha o lado social”, disse Sachsida. “Quando você combate a inflação, me parece uma tremenda política que ajuda os mais pobres. O 13º do Bolsa Família é uma política de ajuda aos mais pobres”, afirmou. 

Ele também citou um programa para creches que estaria sendo discutido por sua secretaria em conjunto com o Ministério da Educação.

“A agenda social existe e não é por causa do Chile ou da Argentina. Existe porque deve existir. Todos os estudos do mundo mostram que é correto transferir renda aos mais pobres. Então essa agenda existe. Agora, tudo passo a passo. Estamos evoluindo”, afirmou.

Segundo ele, as políticas sociais do governo são comandadas por outros ministérios e citou nominalmente os ministros Damares Alves (da pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos) e Osmar Terra (Cidadania).

Mesmo assim, disse que o ministro Paulo Guedes (Economia) também defende medidas de caráter social. “Desde a campanha o ministro Paulo Guedes é enfático. Eu me lembro [do ministro dizendo] ‘não existe liberalismo sem fraternidade, eu quero um programa social robusto’”, disse.

No evento, o secretário também citou outras medidas criadas pelo governo como a de liberação dos saques do FGTS. Segundo ele, um milhão de pessoas já aderiram à recém-criada modalidade do saque aniversário (que permite ao trabalhador sacar anualmente uma parcela das contas). Com isso, ele diz que serão movimentados pelo menos R$ 6 bilhões no ano que vem.

O governo acredita que a mudança poderá criar um novo mercado de recebíveis e crédito consignado com juros mais baixos para o trabalhador do setor privado. "O potencial desse mercado é de R$ 100 bilhões de três a quatro anos", destacou. 

Segundo ele, se o governo não fizer mais nada o país vai crescer acima de 2% no ano que vem. “[Mas] É isso que queremos? Crescer 2%, 1,5%? Nós vamos fazer as reformas, cruzar a rua e entrar num lugar melhor ou ficar eternamente parados esperando o ônibus”, disse.

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