Arrecadação federal de novembro tem maior resultado em cinco anos

Receitas cresceram 1,48% acima da inflação no mês passado

Brasília

A arrecadação do governo apresentou alta de 1,48% acima da inflação em novembro, na comparação com o mesmo período de 2018. As receitas federais somaram R$ 125,2 bilhões no mês.

O resultado, informado pela Receita Federal nesta quinta-feira (19), é o melhor registrado em cinco anos.

De acordo com o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, a arrecadação federal está se aproximando do patamar que era registrado em 2014, no período pré-crise.

De acordo com o fisco, a maior parte dos indicadores econômicos teve melhora no mês, em comparação com o ano anterior, o que contribuiu para a ampliação das receitas. Houve elevação na massa salarial (4,4%), vendas de bens (5,6%) e venda de serviços (2,7%).

Arrecadação federal fecha 2019 com alta de 1,69% - Gabriel Cabral/Folhapress

Os maiores saltos de arrecadação foram observados no Imposto de Renda, IOF (Imposto sobre operações financeiras) e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Segundo Malaquias, a melhora no Imposto de Renda de pessoas físicas, com alta de 31% no mês, é explicada em boa parte pelos resultados da bolsa de valores, que teve ampliação do número de investimentos.

A trajetória de queda da taxa de juros, por sua vez, impactou as receitas de IOF, que subiram 19% em novembro.

“Com os juros nesse patamar, estamos vendo a consolidação do movimento crescente de operações de crédito. Por isso, vemos aumento do IOF”, disse.

No período acumulado entre janeiro e novembro, a arrecadação está em R$ 1,389 trilhão, uma alta real de 1,88% em relação ao ano anterior.

Embora tenham sido alvo de críticas da equipe econômica desde o início do governo, as desonerações ficaram mais altas neste ano. As renúncias tributárias somaram R$ 87,2 bilhões de janeiro a novembro, contra R$ 79,6 bilhões do mesmo período de 2018.

Parte da ampliação das desonerações é explicada pela redução de tributos sobre o óleo diesel, instituída em junho do ano passado após a greve dos caminhoneiros. A renúncia sobre o diesel passou de R$ 4,5 bilhões em 2018 para R$ 9,8 bilhões neste ano.

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