Com mais tecnologia, brasileiro pode se dedicar mais ao samba, diz presidente da Huawei a jornal

Ren Zhengfei também afirmou que os Estados Unidos tratam a América Latina como seu quintal

São Paulo

Para o presidente da Huawei, com medidas tomadas pelo governo e a parceria com empresas para o desenvolvimento tecnológico, o Brasil não deve se preocupar e pode “se dedicar mais ao samba, que nunca poderá ser substituído pela inteligência artificial”.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o presidente da Huawei, Ren Zhengfei, afirmou que os Estados Unidos tratam a América Latina como seu quintal e que o objetivo da empresa é ajudar a “sair desta armadilha e manter a soberania de seus países”.

O presidente da Huawei, Ren Zhengfei em Guangdong, província da China - Aly Song - 17.jun.19/Reuters

Para o executivo, o 5G chegará em um momento em que falta impulso para o Brasil ultrapassar os EUA. Mostrou-se preocupado com o leilão que ocorrerá no próximo ano, pois acredita que a legislação brasileira pode ser uma barreira para o desenvolvimento tecnológico.

Os EUA atuam para que empresas chinesas sejam impedidas de atuar no mercado de 5G de aliados, entre eles o Brasil.

O governo nega o adiamento. O secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Julio Semeghini, afirma que o leilão deve ocorrer no fim de 2020.

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) deve definir as regras do certame na reunião de 12 de dezembro. Depois disso, elas serão submetidas à consulta pública.

Sobre o receio demonstrado por Jair Bolsonaro sobre os chineses, Ren Zhengfei disse que “quando o presidente conhecer a Huawei vai mudar eventuais opiniões que tenha tido no passado”.

Sobre estar na lista de empresas banidas pelos Estados Unidos, o executivo diz esperar sair em breve e demonstrou não temer a guerra comercial travada entre China e Estados Unidos.

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