Itaú projeta crescimento entre 10% e 20% nos investimentos em empresas privadas para 2020

Movimento vem em linha com queda dos juros e maior demanda por captação de recursos no mercado de capitais

São Paulo

A maior demanda de médias e grandes empresas pelo mercado de capitais pode trazer um aumento entre 10% a 20% no volume de emissões nos segmentos de dívida privada e private equity (aporte de capital privado em empresas) em 2020, segundo projeções do Itaú.  

O movimento também viria em linha com as taxas básica de juros no menor nível histórico e com a menor busca por crédito corporativo.

Segundo o diretor geral de atacado do Itaú, Caio Ibrahim David, o banco tem se reestruturado para melhorar o atendimento à essas companhias, tanto em relação ao banco de investimentos do Itaú –com a melhora da plataforma e aumento da competitividade— como também reforçando a atuação com essas empresas.

Um homem de terno passa na frente de uma propaganda com o logo do Itaú no Rio de Janeiro.
Logo do banco Itaú - Sergio Moraes - 02.mai.2019/Reuters

“As grandes companhias já se beneficiaram bastante do mercado de capitais nos últimos anos e agora vemos esse movimento crescer entre as médias empresas. A expectativa é de que, com a maior atividade econômica e a maior demanda dos clientes, o setor privado traga ainda mais projetos para o segmento e a atividade do mercado de capitais aumente”, afirma.

Segundo ele, a expectativa do Itaú é que seu banco de investimento cresça quase 100% em relação ao observado entre os anos de 2015 e 2016.

De acordo com o diretor-executivo de grandes empresas e pelo banco de investimentos do Itaú, João de Biase, as empresas já começaram a preparar seus projetos de IPO (abertura de capital na Bolsa de valores) no final deste ano e a expectativa é de que a proporção seja ainda maior em 2020.

“O crescimento do segmento de dívida privada e private equity, em geral, deve vir entre 10% e 20%, porque são operações que têm o ciclo longo. É importante termos investimento estrangeiro, mas não somos completamente dependentes disso”, afirma o executivo e acrescenta que, do ponto de vista de fusões e aquisições, o número deve ser mais semelhante ao observado neste ano.

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