Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

Reduzi o consumo de carne no Alvorada após alta do preço, diz Bolsonaro

Em live nas redes sociais, presidente disse que, assim como ocorreu com o feijão e o tomate, preço da carne cairá

Brasília

Com a alta do preço da carne, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (26) que diminuiu para duas vezes por semana o consumo do produto no Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência da República.

Em live nas redes sociais, ele disse que a sua ideia era limitar para uma vez por semana, consumindo peixe e frango nos demais dias, mas a primeira-dama Michelle Bolsonaro pediu para ampliar a quantidade.

"Falam que o presidente tem mordomia e tem carne de graça. Tenho carne de graça, não. Eu determinei aqui, no Palácio da Alvorada, na semana passada, o consumo de carne uma vez por semana. E, logicamente, a minha esposa mandou passar para duas", disse.

Em novembro, a inflação oficial teve um aumento de 0,51%, puxada pela alta da carne. O produto sofreu uma disparada com o aumento das exportações para a China. Para reduzir o preço, Bolsonaro chegou a propor a criação de gado em terras indígenas.

Em live nas redes sociais, Jair Bolsonaro diz que reduziu consumo de carne na Alvorada para duas vezes por semana
Em live nas redes sociais, Jair Bolsonaro diz que reduziu consumo de carne na Alvorada para duas vezes por semana - Reprodução/Facebook

O presidente voltou a dizer que não irá tabelar o preço do produto, porque a política econômica de seu governo prega o livre mercado. Ele disse que assim como outros produtos que tiveram disparada no passado, como o tomate e o feijão, a carne logo voltará a ter um preço menor.

"É acomodação. Tivemos lá atrás crises de outros alimentos, a do tomate e a do feijão. Devagar o mercado vai se acertando", disse. "A gente resolve o problema, passa a crise. Agora, tabelar isso não existe. Subsídio e criar imposto não existe", acrescentou.

Na semana passada, Bolsonaro afirmou que pretende incluir a regulamentação da agricultura e pecuária comerciais em terras indígenas na proposta de liberação da atividade de mineração. A ideia inicial era que a proposta fosse enviada ao Poder Legislativo em setembro, mas acabou sendo adiada para o próximo ano.

O avanço das áreas de pecuária e de agricultura no Centro-Oeste e no Norte contribuem com o desmatamento na floresta amazônica. Em tese, a legislação permite ao indígena usufruir da terra para a sua sobrevivência. Há casos em todo o país de índios que plantam produtos agropecuários e comercializam para gerar renda.

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