Boeing divulga prejuízo no 4° tri; custos do 737 MAX sobem para R$ 80 bilhões

Demando por modelo 787 Dreamliner diminuiu diante da guerra comercial EUA-China

Washington e Seattle | Reuters

 A Boeing espera cerca de US$ 19 bilhões (aproximadamente R$ 80 bilhões) em custos relacionados a suspensão de sua aeronave 737 MAX, disse a empresa norte-americana nesta quarta-feira (29), ao registrar um prejuízo inesperado e indicar que reduzirá a produção de sua maior aeronave, o 787 Dreamliner.

A suspensão, que ocorreu após dois acidentes, forçou a fabricante de aviões a congelar a produção do 737 pela primeira vez em mais de 20 anos e levou à saída do presidente-executivo, Dennis Muilenburg.

"Reconhecemos que temos muito trabalho a fazer", disse o novo presidente-executivo da Boeing, David Calhoun, em comunicado.

Aumentando os problemas da Boeing, a demanda por seu maior e mais lucrativo jato –o 787 Dreamliner– diminuiu diante da guerra comercial EUA-China, levando a empresa a cortar a produção, prejudicando o fluxo de caixa no momento em que sua dívida está aumentando.

A Boeing, que produz 14 aeronaves por mês do 787 Dreamliner, disse em outubro que espera reduzir a produção no final de 2020 para 12 aviões por mês, em meio a uma escassez de pedidos da China.

 

A empresa agora espera reduzir ainda mais a produção do 787 Dreamliner para 10 por mês no início de 2021.

A empresa divulgou um fluxo de caixa livre negativo de 2,67 bilhões de dólares no quarto trimestre, comparado com um fluxo de caixa livre positivo de 2,45 bilhões no ano anterior.

O prejuízo operacional principal foi de 2,53 bilhões de dólares, ou 2,33 dólar por ação, em comparação com um lucro de 3,87 bilhões, ou 5,48 dólares por ação, um ano antes.

Os analistas esperavam, em média, que a Boeing registrasse lucro por ação de 1,47 dólar no trimestre.

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