Descrição de chapéu Fórum Econômico Mundial

Governo vai criar centro de negócios sustentáveis na Zona Franca, diz secretário

Projeto será anunciado na agenda de Davos e lançado na versão altino americana do Fórum, que ocorre em São Paulo em abril

Davos

A comitiva do Brasil em Davos vai anunciar durante o Fórum Econômico Mundial a criação de um centro de negócios sustentáveis na Amazônia. O projeto já foi apresentado ao professor Klaus Schwab, criador do Fórum. Pela agenda, o novo centro será oficialmente lançado em quatro meses, dentro dos trabalhos da versão latino americana do Fórum Econômico, que ocorre de 28 a 30 de abril em São Paulo. 

A proposta da equipe econômica é transformar o CBA (Centro de Biotecnologia da Amazônia) num centro de negócios voltado à geração de produtos e empresas ambientalmente responsáveis. A ambição é que a nova versão do centro transforme a Amazônia em referência global na geração de negócios sustentáveis.

O CBA ocupa uma área de 12.000 m² e tem 25 laboratórios dentro da área da Zona Franca de Manaus. Nos últimos anos, vinha atuando como centro para desenvolvimento de biotecnologias e como prestador de serviços nas áreas de microbiologia e segurança tóxica. É gerenciado pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), em parceria com o governo do Amazonas.

Laboratório da Coordenação de Biotecnologia Vegetal no Centro de Biotecnologia da Amazônia, no Distrito Industrial, em Manaus
Laboratório da Coordenação de Biotecnologia Vegetal no Centro de Biotecnologia da Amazônia, no Distrito Industrial, em Manaus - Lalo de Almeida/Folhapress

"Nós já tínhamos orientado o CBA para isso, mas agora agora ele vai ganhar um perfil mais global. Ele será brasileiro, mas vai contar com iniciativas globais para negócios sustentáveis, com a visão de preservar e, ao mesmo tempo, gerar empregos", diz Carlos da Costa secretário de produtividade, emprego e competitividade do Ministério da Economia.

Nessa repaginação, o CBA terá incubadoras, centro de discussões e fomento de novos negócios, bem como conexão com centros acadêmicos do Brasil e do mundo. "Estamos conversando com Stanford e MIT para que tenham representação lá, e haverá um espaço para que as maiores empresas do mundo, e também startup, levem para lá centro de desenvolvimento de produtos sustentáveis aproveitando a diversidade da região", diz Costa.

Segundo o secretário, o Sebrae e o Cesar (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), do Porto Digital de Pernambuco, já demonstraram interesse em aderir ao projeto na Amazônia Microsoft, Unilever e Procter Gamble são empresas que têm centro de desenvolvimento e que o governo gostaria de atrair para o projeto.

"No último dia do Fórum Econômico na América Latina, um grupo de líderes e influenciadores globais vai pegar um avião para Amazônia, onde vai discutir in loco os desafios de sustentabilidade da região e como conectar isso com as oportunidades de negócios. E estamos conversando para lançar a pedra fundamental desse centro, reposicionado, com apoio do Fórum Econômico", diz Costa.

Na véspera do Fórum, como parte da agenda da encontro, o governo promove no Rio um fórum sobre gás natural. Incentivar e reduzir o preço do gás que é uma das prioridades da equipe econômica. 

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