Descrição de chapéu The Wall Street Journal

Netflix ganha menos assinantes do que esperava nos EUA, mas avança no resto do mundo

O crescimento da empresa de streaming não atinge as previsões de outubro e ações caem

The Wall Street Journal

A Netflix Inc. não alcançou sua previsão de aumento do número de assinantes nos Estados Unidos, no momento em que a gigante da transmissão de conteúdo sob demanda (streaming) enfrenta a concorrência cada vez maior de diversas rivais.

A empresa informou na terça-feira (21) que adicionou 423 mil assinantes domésticos no quarto trimestre, em relação ao terceiro trimestre. Em outubro, a empresa com sede em Los Gatos, na Califórnia, previa um aumento de 600 mil assinantes nos EUA no último período.

Mas a empresa também relatou um aumento de 8,3 milhões de assinantes em mercados no exterior, mais que os 7 milhões que esperava.

As ações da Netflix caíram no pregão de terça-feira.

O crescimento doméstico mais fraco que o esperado ocorre quando a Netflix enfrenta a pressão crescente de rivais que lançaram serviços concorrentes e caçam talentos criativos em Hollywood.

Em novembro, a plataforma de streaming Disney+, da Walt Disney Co., entrou em operação com uma taxa de assinatura mensal de US$ 6,99. A Apple Inc. lançou a Apple TV+ no mesmo mês, oferecendo aos consumidores acesso por US$ 4,99 ao mês. O plano padrão da Netflix custa US$ 12,99 por mês.

Na próxima primavera, a NBCUniversal, da Comcast Corp., e a WarnerMedia, da AT&T Inc., pretendem lançar seus serviços de streaming direto ao consumidor: Peacock e HBO Max, respectivamente.

A Netflix relatou no quarto trimestre um lucro de US$ 586,9 milhões, ou US$ 1,30 por ação.

A receita aumentou 31%, para US$ 5,47 bilhões.

Os novos conteúdos que a empresa estreou no trimestre incluem "O Irlandês", filme sobre o crime organizado, e "História de um Casamento", sobre o fim de um casamento. Os filmes receberam várias indicações ao Oscar.

Tradução de Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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