American Airlines suspende voos para o Brasil devido à pandemia do coronavírus

A companhia aérea cortou 75% de suas rotas internacionais

São Paulo | Agência Brasil

Após o presidente Donald Trump proibir a entrada de europeus no país, a American Airlines anunciou que vai cortar 75% dos seus voos internacionais, incluindo as rotas entre Brasil e Estados Unidos.

O anúncio da companhia ocorre em meio ao maior apagão aéreo da história, provocado pela crise do coronavírus. Nas próximas quatro semanas, 6.747 voos e cerca de 2 milhões de assentos devem ser afetados, segundo a consultoria britânica OAG .

Avião da companhia estacionado do aeroporto
American Airlines anunciou suspensão de 75% de seus voos internacionais, incluindo as rotas entre Brasil e Estados Unidos - Tom Pennington/Getty Images/AFP

A suspensão da American Airlines atinge os aeroportos de Brasília, Guarulhos, Manaus e Galeão e está prevista para durar até maio. Entre as rotas cortadas estão as de Miami e Nova York para Rio de Janeiro e São Paulo.

Em pronunciamento na noite de quarta-feira (11), Trump afirmou que iria suspender por 30 dias, a partir da sexta-feira, as viagens com destino aos Estados Unidos que partam da zona Schengen (que reúne 26 países europeus) como medida contra a pandemia do coronavírus. No sábado (14), o governo americano acrescentou o Reino Unido e a Irlanda na lista de suspensão de voos.

Com essas restrições, empresas de aviação britânicas pediram ajuda ao governo para sobreviver à crise.

"O tempo para agir é agora", disse a Airlines UK, uma associação de empresas de aviação com operações no Reino Unido, cujos membros incluem British Airways, Virgin Atlantic, Norwegian e Ryanair.

"Nós estamos falando sobre o futuro da aviação no Reino Unido —uma de nossas indústrias de classe mundial —e, a menos que o governo se organize, quem sabe o que restará dela assim que sairmos dessa bagunça", acrescentou.

O impacto da pandemia no setor aéreo começa a ganhar números concretos neste fim de semana. Empresas como Air France e a holandesa KLM pretendem cortas vagas temporariamente, além de suspender voos.

A Air France deve colocar em lay-off (suspensão temporária de trabalho) até 80% de seus 40 mil funcionários e a KLM, sócia holandesa da Air France, planeja cortar 2.000 vagas temporárias e suspender 40% de suas linhas áreas.

Na Escandinávia, onde Noruega e Dinamarca também se fecharam para a entrada de estrangeiros, a SAS anunciou que colocará 90% de seus funcionários em lay-off a partir desta segunda (16). Cerca de 10 mil trabalhadores terão seu trabalho suspenso.

Além dos voos para o Brasil, a American Airlines também suspendeu suas atividades em outros países da América Latina, como Peru, Chile, Colômbia e Equador.

VEJA O IMPACTO DO CORONAVÍRUS NAS COMPANHIAS AÉREAS

AIR BALTIC

em 15.mar se tornou a primeira companhia europeia a suspender todos os voos por causa da pandemia

AIR FRANCE - KLM

Corte de até 2.000 empregos (vagas temporárias que não serão renovadas)

80% dos 40 mil funcionários serão colocados em lay-off (suspensão temporária do trabalho)

Corte de metade dos voos para a Itália

Corte de 3.600 voos no mês de março (25%) do total

Previsão de corte de 40% dos voos em abril, maio e junho

AMERICAN AIRLINES

corte de 75% dos voos internacionais

suspensão de voos de grandes aeronaves

AIR CHINA

corte de voos e licença não remunerada de pilotos

AIR LINGUS

corte dos voos para a Itália

ALITALIA

corte de voos internacionais

AZUL

corte de até 30% nos voos internacionais

suspensão da previsão de lucro

redução no crescimento de voos domésticos

suspensão de entregas de aviões

BRITISH AIRWAYS

corte de todos os voos para a Itália

não há estimativa de impacto da restrição americana, mas 30% dos voos entre Europa e EUA passam pelo Reino Unido e 26% dos passageiros que partem do país para os EUA saiu de um país da zona Schengen

CHINA EASTERN

corte de voos e licença não remunerada de pilotos

CHINA SOUTHERN

corte de voos e licença não remunerada de pilotos

DELTA AIRLINES

suspensão de todos os voos para a Europa

deixará em solo 300 aviões

corte de investimentos de US$ 500 milhões

atraso em repasse de US$ 500 milhões para fundo de pensão

congelamento de vagas e programa de demissão voluntáriria

EASYJET

corte dos voos para a Itália e para a Espanha

FLYBE

faliu

HAINAN AIRLINES (CHINA)

corte de voos e licença não remunerada de pilotos

IBERIA

corte de voos para a Italia

KOREAN AIR

corte de 80% da capacidade internacional

A direção da empresa afirma que ela pode falir se a epidemia se prolongar

LATAM

corte de voos internacionais (Europa e EUA) de 1º.abr a 30.mai

interrupção de voos entre São Paulo e Milão até meados de abril

LUFTHANSA

suspensão de 3.000 voos e redução de 50% da capacidade

corte de voos para os EUA, com exceção dos destinos Nova York, Chicago e Washington, a partir de 14 de março

NORWEGiAN AIR

corte de 40% dos voos de longa distância e 25% dos de curta distância até o final de maio

suspensão temporária (layoff) de metade dos 1.200 funcionários

QATAR

suspende a partir de quarta (18), por duas semanas, todos os voos que passam pelo país do golfo Pérsico

QANTAS

corte de 25% dos voos internacionais

redução de salários da diretoria em 30%.

licenças não remuneradas

O principal executivo renunciou a seu salário deste ano.

RYANAIR

Corte de vôos para a Espanha

Suspensão de todos os voos para a Polônia

SAS (Escandinávia)

lay-off de 90% dos trabalhadores, corte de voos e congelamento de vagas

SWISSPORT (logística de bagagem)

corte de 40% da força de trabalhot

RYANAIR

corte dos voos para a Itália

UNITED ARILINES

suspensão da maioria dos voos internacionais

antes da restrição americana, anunciou queda de receita de até 70% em abril e maio

WIZZ AIR

corte de voos para Itália e Israel

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