PF faz buscas em escritório do IRB

Investigação envolvera o agora ex-vice-presidente, Fernando Passos

São Paulo | Reuters

A Polícia Federal fez buscas nesta quinta-feira (12) no escritório da resseguradora IRB Brasil Re, informou a resseguradora.

Uma fonte com conhecimento do assunto informou que a operação é parte de uma investigação envolvendo o agora ex-vice presidente de finanças da companhia Fernando Passos.

Em nota, a Polícia Federal informou apenas que deflagrou a Operação Suitcase, com o objetivo de investigar a prática de corrupção ativa e passiva e que foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos Estados de Ceará e São Paulo.

Polícia Federal faz investigação no IRB envolvendo o agora ex-vice-presidente de finanças da companhia, Fernando Passos
Polícia Federal faz investigação no IRB envolvendo o agora ex-vice-presidente de finanças da companhia, Fernando Passos - Marcelo Gonçalves 25.jul.2019/Folhapress

No centro da investigação, que é desmembramento de ação que tramitou perante o Supremo Tribunal Federal, está a delação premiada de dois colaboradores que citaram um ex-diretor do Banco do Nordeste, que teria recebido R$ 200 mil em espécie, que lhe foram entregues numa maleta em um hotel de Fortaleza.

Passos foi anteriormente diretor do Banco do Nordeste.

Em nota, o IRB afirmou que "a operação realizada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, 12 de março, não está relacionada à companhia".

O Banco do Nordeste afirmou que não é alvo da operação e que não foi procurado pela Polícia Federal.

O banco diz estar à disposição das autoridades informações e/ou colaboração. "A atual diretoria da instituição reafirma seu compromisso com todas as regras de conformidade, compliance e melhores práticas de governança dos recursos públicos", afirmou, em nota.

Passos foi demitido do IRB na semana passada, junto com o então presidente-executivo, José Carlos Cardoso, após os desdobramentos do questionamentos da gestora Squadra sobre práticas contábeis da companhia, cujas ações caíram fortemente.

A gestão do IRB então informou investidores erroneamente que a empresa de investimentos do bilionário Warren Buffett, Berkshire Hathaway, teria comprado ações da resseguradora, o que foi negado pela própria Berkshire.

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