GM e Renault vão estender fechamento de fábricas no Brasil

A General Motors planeja manter suas fábricas paradas por pelo menos mais 60 dias

A General Motors planeja manter suas fábricas no Brasil paradas por pelo menos mais 60 dias a partir da segunda-feira, afirmou a companhia nesta quinta-feira (9), em meio à votação do último grupo de trabalhadores sobre sua proposta de enfrentamento da crise gerada pela epidemia de coronavírus.

Decisão parecida foi anunciada pela Renault, com relação ao seu complexo no Paraná.

As fábricas da GM no Brasil estão fechadas desde 30 de março, quando a companhia deu férias coletivas para os funcionários em meio às medidas de quarentena adotadas por Estados e municípios.

O prazo de paralisação deixa a GM atrás de cronogramas definidos para retomada de trabalhos em fábricas de montadoras europeias, que estão afirmando que pretendem voltar a produzir até o final deste mês.

Carros na fábrica da GM em São José dos Campos (SP), em março - Roosevelt Cassio/Reuters

Nos Estados Unidos, montadoras incluindo Fiat Chrysler e Toyota esperam retomar a produção no começo de maio.

A GM não definiu prazo para reabertura de fábrica em outras regiões do mundo.

A montadora norte-americana afirmou que a maioria de seus funcionários no Brasil aceitaram o plano de fechamento das fábricas e redução de salário em até 25%. A base sindical que ainda não decidiu, São José dos Campos (SP), deve terminar a votação na noite desta quinta-feira.

Se a crise do coronavírus não permitir a retomada das fábricas dentro de 60 dias, a GM poderá prorrogar a paralisação para 90 dias, segundo documento visto pela Reuters.

Renault

A Renault anunciou nesta quinta-feira prorrogação na parada de seu complexo fabril no Paraná até 3 de maio, ante prazo anterior em que tinha dado férias coletivas aos funcionários até 14 de abril.

"O sindicado da categoria informou que foi reprovada a possibilidade de colocar em ampla votação pelos colaboradores as medidas de flexibilidade previstas na MP 936, que instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, mesmo a empresa tendo proposto condições superiores às estabelecidas na medida provisória", afirmou a montadora em comunicado à imprensa.

As quatro fábricas do complexo fabril da Renault em São José dos Pinhais (PR), que emprega cerca de 7.500 funcionários, estão paradas desde 25 de março.

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