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Após aglomerações, Caixa diz que pagamento de 2ª parcela de auxílio terá datas espaçadas

Presidente do banco afirma que base de dados de beneficiários já organizada vai facilitar repasses

Brasília

Após o registro de filas e aglomerações em agências da Caixa Econômica, o presidente do banco, Pedro Guimarães, afirmou nesta quarta-feira (6) que os pagamentos da segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600 será mais eficiente.

O banco estrutura um cronograma com datas espaçadas para os repasses. De acordo com o executivo, as filas diminuíram consideravelmente na maior parte das agências nesta terça e a tendência é que sigam reduzindo.

O primeiro mês de pagamentos teve coincidência de datas nos repasses feitos a mais de um grupo de pessoas, o que ampliou a demanda nos postos de atendimento. Houve, por exemplo, sobreposição de pagamentos a beneficiários do Bolsa Família e a outros cadastrados.

Membros do banco afirmam que isso ocorreu porque, a cada leva de beneficiários aprovados para receber o auxílio, os pagamentos eram liberados poucas horas depois. A única forma de evitar essas sobreposições, afirmam, seria segurar o início dos repasses até maio, o que estava fora de cogitação.

Sem informar quando serão feitos os pagamentos da segunda parcela do auxílio, o presidente da Caixa afirmou que a operação será facilitada porque o banco já tem um cadastro de beneficiários organizado.

“O segundo lote de pagamentos será feito de maneira mais eficientes porque já temos a base de pessoas que receberão”, disse em entrevista coletiva.

Para reduzir aglomerações, a Caixa ampliou o horário de atendimento físico. As agências recebem clientes das 8h às 14h e permanecem abertas até a saída do último da fila. Aos sábados, 2.100 agências ficam abertas, com funcionamento no mesmo horário.

O banco também informou que ampliou contratações de recepcionistas e seguranças para organizar as filas.

“Nós já normalizamos o atendimento. Filas foram eliminadas ou fortemente reduzidas. Pode haver algumas [agências] com maior volume, mas serão exceção, e não a regra”, disse.

Inicialmente, o governo chegou a informar que a segunda parcela do benefício seria paga até o fim de abril. O prazo não foi cumprido.

De acordo com Guimarães, o novo cronograma está em discussão no Ministério da Cidadania. Procurada, a pasta não respondeu.

A Caixa informou que, até o momento, 50 milhões de pessoas receberam a primeira parcela do benefício. Foram creditados R$ 35,5 bilhões nas contas.

Do total de beneficiários, 19,2 milhões são do Bolsa Família, 10,5 milhões estão no cadastro de programas sociais do governo federal e 20,3 são informais cadastrados no site da Caixa.

A expectativa inicial do governo era alcançar 54 milhões de pessoas com o auxílio, mas o número foi revisado para 70 milhões. O custo previsto do programa foi ampliado de R$ 98 bilhões para R$ 124 bilhões.

Guimarães disse que a Caixa ainda não recebeu do governo novas informações sobre os 12,4 milhões de cadastrados que estão com análise “inconclusiva” no sistema. Essas pessoas podem voltar ao aplicativo do banco para incluir ou corrigir dados.

Segundo ele, assim que o governo enviar informações dando aval para o pagamento desses cadastrados, os repasses serão feitos em até dois dias.​

Auxílio emergencial

Valor R$ 600, por três meses (mães que sustentam família têm direito a R$ 1.200)
Custo previsto do programa R$ 124 bilhões
Quem pode receber Trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e intermitentes sem emprego fixo, que não estejam recebendo benefício previdenciário ou seguro-desemprego

Atendimento nas agências da Caixa
De segunda a sexta-feira, das 08h às 14h (postos de atendimento funcionam até a saída do último cliente).
De um total de 4.200 agências, 2.100 ficam abertas aos sábados, no mesmo horário. (Lista das agências: http://www.caixa.gov.br/Downloads/atendimento/CAIXA_ABERTURA_AGENCIAS_09MAIO2020_SABADO.pdf)

Número estimado de beneficiados 70 milhões de pessoas

Pessoas já beneficiadas até agora 50 milhões
- 19,2 milhões do Bolsa Família
- 10,5 milhões do cadastro de programas sociais do governo
- 20,3 milhões de informais cadastrados no site da Caixa​

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