Descrição de chapéu Coronavírus

Crise do coronavírus fecha 1,4 milhão de vagas formais, diz governo

Caged, que detalha emprego com carteira assinada, também identifica fechamento de mais 331,9 mil postos em maio

Brasília

O mercado de trabalho brasileiro fechou mais 331,9 mil vagas em maio. Desde o início das medidas de restrição da pandemia do coronavírus (em março), o total dos postos fechados chega a 1,4 milhão.

O número do mês foi divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Ministério da Economia por meio do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e é resultado de 703,9 mil admissões e 1,03 milhão de desligamentos.

Os resultados negativos são puxados pelo setor de Serviços (que fechou 143,4 mil vagas de trabalho). Em seguida, estão Indústria (corte de 96,9 mil postos). Comércio (fechamento de 88,7 mil vagas) e Construção (menos 18,7 mil vagas). Já a Agricultura criou 15,9 mil postos.

Carteira de trabalho e previdência social - Gabriel Cabral/Folhapress

Os números de maio apontam para um abrandamento da crise registrada no mercado de trabalho durante a pandemia, já que o número de postos encerrados no mês é menor que o de abril (que teve corte de 902,8 mil vagas).

O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, afirmou que o resultado de maio é muito bom em comparação com o de abril. "O primeiro ponto a se enfatizar é a clara reação do mercado de trabalho, a clara melhora da economia. De fato, o Brasil tem evitado demissões, tem preservado postos, e a economia tem reagido", disse.

Apesar de ressaltarem a melhora números, os técnicos ainda não têm uma estimativa de quando o mercado de trabalho voltará a apresentar saldos positivos. "É muito difícil dizer, todos de nós estamos enfrentando esse tipo de crise pela primeira vez", afirmou.

Segundo ele, o cenário do mercado de trabalho deve ser determinado pelas medidas de abertura e fechamento do comércio que devem ser vistas nos próximos meses.

Nos dois primeiros meses do ano, a economia brasileira vinha criando postos de trabalho. Em janeiro e fevereiro, antes da crise de saúde pública, o país criou 338 mil vagas —quase 50% a mais do que o registrado nos dois primeiros meses de 2019.

Com o resultado negativo entre março e maio, já sob efeito de medidas restritivas nas cidades e fechamento de comércio e empresas, passou a haver saldo negativo no ano.

Assim, se considerados os primeiros cinco meses de 2020, há um saldo negativo de 1,1 milhão de vagas formais. No mesmo período de 2019 haviam sido criados 313,8 mil postos de trabalho formais no país.

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