Home office é viável para quase 25% dos trabalhadores no Brasil, estima Ipea

País possui 20,8 milhões de pessoas que podem utilizar teletrabalho

São Paulo

O Brasil possui 20,8 milhões de pessoas que podem utilizar o home office ou teletrabalho, o que corresponde a 22,7% dos postos de trabalho, segundo estudo publicado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

O Distrito Federal apresenta o maior percentual de porcentual de teletrabalho (31,6%), em torno de 450 mil pessoas, seguido por São Paulo (27,7% ou 6,167 milhões de pessoas). O estado do Piauí é o que apresenta o menor percentual (15,6%), cerca de 192 mil.

Os números são parte do estudo “Potencial de teletrabalho na pandemia: um retrato no Brasil e no mundo”, dos pesquisadores Geraldo Sandoval Góes, Felipe dos Santos Martins e José Antonio Sena do Nascimento.

O grupo de profissionais das ciências e intelectuais possui o maior potencial de teletrabalho (65%), seguido por diretores e gerentes (61%), trabalhadores de apoio administrativo (41%) e técnicos e profissionais de nível médio (30%).

“O estudo evidenciou que há uma correlação positiva entre o percentual de teletrabalho e a renda per capita dos estados brasileiros”, diz o trabalho.

Eles citam um estudo internacional que mostra economias de baixa renda como aquelas que têm uma parcela menor de trabalho que podem ser realizados remotamente. Nesse estudo, o Brasil ocupa a 45ª posição entre 86 países, com um percentual de 25,65% de teletrabalho.

Luxemburgo apresentou a maior proporção (53,4%), e Moçambique apresentou a menor (5,24%). Entre os nove países da América Latina que constam do estudo o Brasil ocupa a segunda posição, muito próximo ao Chile (25,74%).

"As perspectivas da retomada das atividades econômicas após a pandemia devem levar em conta as novas modalidades de trabalho que emergiram de forma marcante no período de isolamento e que, muito provavelmente, serão mais utilizadas, o que reforça a necessidade de estudos que quantifiquem e localizem essas novas possibilidades de teletrabalho", dizem os pesquisadores.

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