Descrição de chapéu The Wall Street Journal

Netflix nomeia Ted Sarandos co-CEO e ganha 10 milhões de assinantes

Sarandos continuará como diretor de conteúdo; Greg Peters é nomeado diretor de operações

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Micah Maidenberg e Joe Flint
Los Angeles | The Wall Street Journal

A Netflix continuou se beneficiando com o mundo confinado em casa. O gigante do streaming conquistou 10,1 milhões de assinantes no segundo trimestre, ante os 7,5 milhões que, no início do ano, a empresa havia projetado para o segundo trimestre.

O aumento, no entanto, é inferior ao ganho da companhia no primeiro trimestre, quando acrescentou cerca de 16 milhões de clientes enquanto as economias e as pessoas começaram a entrar em distanciamento social com a disseminação do coronavírus.

A empresa também anunciou esperar uma forte freada na conquista de novos assinantes no terceiro trimestre —apenas 2,5 milhões. A previsão desagradou aos investidores, e as ações da Netflix caíram 10% no after hours (negociações após o pregão regular).

Logo da Netflix exibida em Encinitas, na Califórnia (EUA)
Logos da Netflix exibidos em Encinitas, na Califórnia (EUA) - REUTERS/Mike Blake

Além do resultado financeiro, a empresa revelou nesta quinta (16) a nomeação do seu chefe de programação, Ted Sarandos, 55, para coexecutivo-chefe, o que o põe em posição para eventualmente suceder o presidente e presidente-executivo, Reed Hastings, 59.

A nomeação de Sarandos é sintomática do papel que desempenhou no crescimento meteórico da Netflix na última década. Como diretor de conteúdo —cargo que manterá—, ele foi o arquiteto da estratégia de programação original do serviço de streaming, que o fez tornar-se uma gigante que concorre a prêmios como Oscar e Emmy.

A companhia anunciou que teve receita de US$ 6,15 bilhões no segundo trimestre, ante US$ 4,92 bilhões no segundo trimestre de 2019. O lucro subiu de US$ 271 milhões para US$ 720 milhões.

A Netflix agora conta com 192,95 milhões de assinantes em todo o mundo, alta de 27% sobre um ano antes. Na América Latina, região que inclui o Brasil, são 36 milhões os que pagam pelo serviço.

Tradução de Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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