Barros diz que Guedes é ministro mais forte e defende consenso antes de anunciar projetos

Deputado falou ainda da criação de imposto para compensar desoneração em estudo no governo

Brasília

O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), afirmou nesta sexta-feira (25) que Paulo Guedes (Economia) é o ministro mais forte de Jair Bolsonaro e afirmou que projetos, entre eles o substituto do Bolsa Família, só serão anunciados após terem o aval do presidente.

Barros concedeu entrevista à emissora CNN Brasil e falou sobre o episódio de quarta-feira (24) em que aparece ao lado de Guedes e do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, em um pronunciamento.

Em imagens da CNN Brasil, Barros fala "tá bom" algumas vezes ao ministro e depois repete "vamos lá", enquanto o ministro se afasta dos microfones.

Deputado Ricardo Barros durante sessão de votação para presidente da Câmara dos Deputados
Deputado Ricardo Barros durante sessão de votação para presidente da Câmara dos Deputados - Valter Campanato/Agência Brasil

Nesta sexta-feira (25), ao ser questionado sobre o episódio, Barros não responde diretamente e diz que Guedes é “o ministro mais forte do governo”. “Ele é o que tem mais capacidade de induzir as decisões do governo, até porque todos os ministérios querem gastar, e ele tem que manter o rigor fiscal, o teto de gastos, e orientar, portanto, essa produção de como o governo deve caminhar”, disse.

O deputado afirmou que, desde quarta-feira, o governo está construindo uma mudança na articulação para evitar “adiantar temas que ainda não estão consensados e que, com isso, a gente crise um ruído que atrapalhe a articulação política.”

Segundo ele, a ideia é que os textos, como o que vai tratar da criação de um imposto digital para compensar a perda de receita com uma desoneração ampla da folha de pagamentos, sejam submetidos ao crivo do Palácio do Planalto, para formar uma opinião de governo.

Na sequência, seriam levados a Bolsonaro, que validaria os pressupostos, antes de os projetos serem apresentados aos líderes do governo na Câmara e no Senado. Só depois, as medidas seriam anunciadas, para que tenham possibilidade de serem aprovadas.

“A gente não quer mais ficar falando coisa para a mídia que, depois, o próprio governo vai dizer que não concorda. Por isso, essa nova articulação política, que combina primeiro, anuncia depois.”

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