Bolsonaro nomeia André Brandão como novo presidente do Banco do Brasil

Executivo que chefiava o HSBC no Brasil tomou posse em cerimônia fechada à imprensa no Palácio do Planalto

Brasília

O presidente Jair Bolsonaro nomeou nesta terça-feira (22) André Brandão como novo presidente do Banco do Brasil.

Em uma cerimônia fechada à imprensa, realizada no Palácio do Planalto, o presidente efetivou no final da manhã a indicação de Brandão, decisão publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

O evento teve a participação de Rubem Novaes, ex-presidente da instituição financeira que anunciou em julho a renúncia ao cargo. Na época, ele defendeu a renovação dos quadros de direção do Banco do Brasil.

Jair Bolsonaro e o novo presidente do Banco do Brasil, André Brandão, durante assinatura do termo de posse - Alan Santos/Presidência da República

Formado em em Ciência da Computação pela Universidade Mackenzie, de São Paulo, Brandão tem 55 anos e uma carreira de mais de 30 anos no mercado financeiro, atuando principalmente com o atacado do setor bancário.

Começou a despontar no Citibank e acabou se mudando para o HSBC, onde permaneceu nos últimos vinte anos. Ganhou projeção como chefe global para as Américas e Europa da corretora do HSBC.

O desempenho o colocou na presidência da filial brasileira do HSBC entre 2012 e 2016, período no qual o banco encerrou sua operação no varejo no país.

Em 2015, o executivo depôs em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou supostos crimes de evasão de divisas de brasileiros que tinham contas do banco na Suíça. Brandão negou que o banco tivesse acesso aos dados dos correntistas fora do país.

Brandão tem uma carreira de mais de 30 anos no mercado financeiro, atuando principalmente com o atacado do setor bancário. Entre 2012 e 2016, ele foi presidente da filial brasileira do HSBC, período no qual o banco encerrou sua operação no varejo no país.

Em 2016, o HSBC Brasil foi comprado pelo Bradesco por US$ 5,2 bilhões (o equivalente a R$ 17,6 bilhões na época). O executivo foi realocado para Nova York e, até 2018, foi responsável pelas áreas de global banking and markets do HSBC para a Europa.

Em seguida, ocupou a mesma área voltada para as Américas (Canadá, EUA e América Latina), posição em que esteve até recentemente.

O HSBC passa por um processo de reestruturação, anunciado no início do ano. Além do plano de corte de 35 mil postos, o banco também quer redirecionar seu foco para Oriente Médio e Ásia.

Brandão atuava no HSBC desde 1999. Antes, trabalhou por 11 anos no Citibank em São Paulo e Nova York.

De perfil bastante parecido com o do atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ex-executivo do Santander, Brandão deve implementar ajustes no Banco do Brasil.

Analistas de mercado consideram que ele deverá levar adiante o plano de venda de ativos que não sejam estratégicos do BB, como a venda de participações no Banco Votorantim (uma sociedade com a família Ermírio de Moraes) e participações no BB Americas, Banco Patagonia) e Cateno (uma empresa do BB com a Cielo).

Também avaliam que Brandão deverá implementar políticas mais agressivas de digitalização da instituição.

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