Descrição de chapéu The Wall Street Journal

Problemas de produção em avião da Boeing faz empresa rever controle de qualidade

Fabricante diz que não há ameaças de segurança imediatas, mas partes da fuselagem não cumpriram os padrões; oito aeronaves estão estacionadas

Nova York | The Wall Street Journal

Problemas de produção em uma fábrica do jato Dreamliner 787 da Boeing levaram reguladores da segurança aérea a rever falhas de controle de qualidade de quase uma década, segundo um memorando interno do governo e pessoas inteiradas do assunto.

A fabricante de aeronaves disse ao órgão regulador do setor nos Estados Unidos que produziu certas peças em suas fábricas na Carolina do Sul que não cumpriram seus próprios padrões de projeto e fabricação, segundo um memorando interno de 31 de agosto da Agência Federal de Aviação (FAA na sigla em inglês), visto por jornal The Wall Street Journal.

Em consequência de partes "desconformes" na fuselagem da cauda, ou o corpo do avião, que ficaram aquém dos padrões de engenharia, segundo o memorando e essas fontes, uma revisão de alto nível na FAA está considerando ordenar inspeções intensas ou aceleradas que poderão incluir centenas de jatos.

Avião da United Airlines modelo Boeing 787 Dreamliner em San Francisco, California - Louis Nastro - 11.abr.2016/Reuters

O memorando, uma atualização rotineira ou sumário de questões de segurança pendentes no escritório da FAA em Seattle, que supervisiona questões de projeto e fabricação da Boeing, diz que tal diretriz de segurança pode incluir aproximadamente 900 dos cerca de mil Dreamliners entregues desde 2011.

O texto final depende do resultado das atuais revisões pela Boeing e a FAA, assim como de decisões de autoridades graduadas da agência. A extensão das revisões reflete que as preocupações do órgão regulador são significativas.

A Boeing disse aos reguladores que um defeito resultante de lapso de qualidade não representa uma ameaça de segurança imediata para a frota de Dreamliners, segundo fonte do The Wall Street Journal. Os jatos de cabine larga têm um excelente histórico de segurança e são frequentemente usados em rotas internacionais. Os reguladores não estão preparando ações imediatas e não indicaram publicamente que medidas poderão tomar.

Mas esse deslize, combinado com outro defeito em linha de montagem descoberto recentemente, levou a Boeing a tomar a medida incomum no final de agosto de voluntariamente dizer às companhias aéreas para estacionarem oito de seus 787 para reparos imediatos. Desde então, a Boeing confirmou publicamente que os oito não estavam seguros para continuar em serviço.

Ambos os defeitos levaram a Boeing a determinar que os oito jatos não cumpriam "exigências para voo e pouso seguros" com solidez estrutural, segundo o memorando da FAA, que resumiu a situação do exame da questão pelo órgão. A Boeing também determinou que o segundo defeito por si só não constitui um risco iminente à segurança.

Tradução de Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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