Qualicorp sofre busca e apreensão em operação que investiga fraudes tributárias

Esquema teria ocorrido de 2016 a 2017; empresa diz colaborar, e ex-presidente nega delitos

São Paulo

A administradora de planos de saúde Qualicorp foi alvo de uma operação que apura supostas fraudes no pagamento de impostos que totalizariam cerca de R$ 980 milhões.

Segundo os invesigadores, a empresa teria utilizado um suposto esquema –já identificado em uma operação anterior, a Descarte– de pagamento de propinas a servidores da Receita Federal e lavagem de dinheiro para reduzir o pagamento de tributos.

A Receita Federal afirma que existem indícios de que uma das empresas do grupo Qualicorp teria realizado pagamento de R$ 26 milhões, de 2016 a 2017, por serviços de corretagem de planos de saúde que não teriam sido prestados.

As supostas fraudes teriam ocorrido nos anos em que a empresa foi gerida pelo empresário José Seripieri Filho, fundador da administradora.

Polícia Federal faz busca na Qualicorp em julho deste ano
Polícia Federal faz busca na Qualicorp em julho deste ano - Fotoarena

A empresa afirmou, em comunicado ao mercado, que vai apurar os fatos e colaborar com as autoridades. Seripieri Filho afirmou que a juíza do caso disse não haver indícios de sua participação nos delitos inestigados.

A operação desta quinta-feira (22), batizada de Triunfo, decorre da Descarte e foi conduzida pela Receita em cojnunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.

​Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em residências, empresas e escritórios dos investigados, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

OUTRO LADO

Em comunicado ao mercado, a Qualicorp confirmou a seus acionistas a operação.

“A nova administração da companhia informa que adotará as medidas necessárias para apuração completa dos fatos, bem como colaborará com as autoridades públicas competentes”, diz o comunicado.

José Seripieri Filho, conhecido como Junior, afirmou, via sua assessoria de imprensa, que a juíza Federal Michelle Camini Mickelberg, responsável pela operção, afirmou em seu despacho que inexistem “indícios de prova mínimos de sua participação no delito investigado”.

O empresário também negou que sua residência tenha sido alvo de busca e apreensão. ​

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