Descrição de chapéu Pix

84% das operações com Pix são entre pessoas, diz Banco Central

Dados do primeiro mês mostram que o novo sistema teve baixa adesão por empresas

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Brasília

Balanço do primeiro mês do Pix apresentado pelo BC (Banco Central) nesta quarta-feira (16) mostra que 84% das operações no novo sistema de pagamentos instantâneos brasileiro foram feitas entre pessoas. Apenas 6% das transações envolvem empresas ou o governo.

"A adesão por pessoa física é mais fácil, ela só precisa cadastrar uma chave. É importante lembrar que todos estão aptos a realizar um Pix, mesmo sem o cadastro da chave, ela só terá que fornecer seus dados bancários", explicou o chefe do departamento de competição do BC, Ângelo Duarte.

A autoridade monetária espera que a utilização do sistema por empreendimentos cresça nos próximos meses. "As empresas precisam adequar seus sistemas e muitas preferem não fazer isso no fim do ano, deverão aderir no início do ano que vem", disse Duarte.

Cliente paga conta via Pix pelo celular na Padaria Big Bread no bairro do Tatuapé, em São Paulo (SP)
Cliente paga conta via Pix pelo celular na Padaria Big Bread no bairro do Tatuapé, em São Paulo - Karime Xavier/Folhapress

As operações entre pessoas representam 44% do volume financeiro movimentado no Pix. As transações entre empresas são 39%, de empresas para pessoas, 11% e de pessoas para empresas, 6%.

A maior parte dos usuários do novo sistema tem de 20 a 29 anos (36,8%), seguida de 30 a 39 anos (32,8%). A faixa que menos utiliza a ferramenta é abaixo de 19 anos (3,5%) e com mais de 60 (3,8%). Pessoas que têm entre 50 a 59 anos representam 7,3%.

A região Sudeste responde por 49,5% da quantidade de operações dentro do Pix. Em seguida vem o Nordeste, com 22,1%, o Sul (12%), o Centro-Oeste (9,1%) e o Norte (7,3%).

Não há dados de operações proporcionais à população de cada região.

Em relação às chaves, foram cadastradas 116 milhões até terça-feira (15), 95,6% de pessoas físicas (110,9 milhões). Apenas 5,1 milhões são de empresas.

Uma pessoa pode fazer até 5 chaves por conta-corrente e uma empresa, até 20.

Com isso, o cliente vincula ao número do celular, CPF ou ao endereço de e-mail, por exemplo, às informações pessoais e bancárias dele. Ele pode escolher também uma chave aleatória, que pode ser uma sequência qualquer de números e letras.

Na prática, quem fizer o cadastramento das chaves não vai precisar informar todos os seus dados na hora de transferir dinheiro ou pagar conta pelo Pix, ela precisará apenas falar a chave cadastrada (CPF, e-mail ou número de celular, por exemplo).

De acordo com os dados do BC, 46,4 milhões de pessoas e 3 milhões de empresas cadastraram chave. Ao todo, desde a estreia do sistema, em 16 de novembro, foram movimentados R$ 83,4 bilhões em 92,5 milhões de operações.

O índice de rejeição (operação não completada) no Pix feito com chave é de 0,5% e sem chave é de 9,8%. A taxa em TEDs é de 4% a 5% em média.

"Quando você tem que preencher muitas informações, a chance de errar é maior e a transação pode ser rejeitada. Por isso o índice é baixo quando feito com a chave. Quando isso ocorre, o dinheiro não sai da conta do pagador e não entra na conta do recebedor", explica o diretor de Organização do Sistema Financeiro, João Manoel Pinho de Mello.

Ao realizar a transação, os bancos enviam os dados do cliente para conferência na autoridade monetária. Quando as informações divergem, por erro de digitação ou falta de padronização, a transação é rejeitada.

Se a operação não é concluída, o dinheiro não sai da conta do pagador. "No Pix o erro é resolvido na hora, diferentemente de TED e DOC, em que é preciso aguardar o estrono", disse Duarte.

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