Todas as marcas e fábricas terão chance, diz presidente da Stellantis

Novo conglomerado surge da fusão Fiat Chrysler-PSA, concluída no sábado (16)

Reuters

A Stellantis, quarto maior grupo automotivo do mundo criado com a fusão neste mês da Fiat Chrysler com a PSA, dará a todas as 14 marcas da companhia uma chance de sucesso e manterá todas as opções na mesa para revitalizar os negócios na China, afirmou o presidente-executivo da empresa, nesta terça-feira (19).

Em sua primeira aparição no comando do grupo, o presidente-executivo, Carlos Tavares, disse estar "muito confiante" sobre a entrega dos planejados 5 bilhões de euros em sinergias com a fusão, dos quais 80% em quatro anos. Ele citou cortes de custos, mas também se comprometeu a não reduzir empregos após a fusão.

Os comentários de Tavares vieram um dia depois que as ações da Stellantis dispararam mais de 10% em sua estreia em Nova York. A fusão, concluída no sábado, criou a quarta maior montadora de veículos do mundo, em uma estratégia para enfrentar os pesados investimentos em eletrificação e condução autônoma.

"O objetivo não é ser grande, mas ser ótimo no que fazemos", disse Tavares, acrescentando que a Stellantis lançará 10 novos modelos de veículos elétricos em 2021.

Tavares disse que criou uma força-tarefa para encontrar "o que deu errado" para Fiat Chrysler (FCA) e PSA, que apresentam resultados fracos no maior mercado automotivo do mundo, a China. Quando perguntado se isso poderia incluir um novo parceiro local, Tavares disse que a empresa "não vai excluir nada".

Antes da fusão, PSA e FCA se comprometeram a não fechar fábricas e Tavares disse que a capacidade da Stellantis de diluir custos para investir em veículos novos será um "escudo" contra cortes de empregos. Mas ele disse que a Stellantis provavelmente decidirá nas próximas poucas semanas se fará um novo investimento na Grã-Bretanha, em um teste inicial para a montadora após o Brexit.

Tavares, que antes foi presidente-executivo da PSA, disse que todas as 14 marcas da Stellantis terão oportunidade de "se recuperarem" e investirem em novos produtos, com o grupo se concentrando em crescimento rentável. "Todas as marcas e todas as fábricas terão uma chance", disse ele a um jornal alemão.

"Claro, isso não significa que não temos que mudar as coisas, temos que nos tornar mais inteligentes e mais eficientes", disse o executivo.

Tavares disse ao jornal italiano La Repubblica que a meta é alcançar plena capacidade em todas as fábricas do grupo.

"Vai levar tempo, mas podemos fazer isso, podemos trabalhar com uma pluralidade de escolhas", disse ele.

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