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Biden pede que Senado aprove pacote de estímulo 'sem perder tempo'

Medidas de alívio que somam US$ 1,9 trilhão contra a Covid foram aprovadas na Câmara

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Ken Thomas
Washington | The Wall Street Journal

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu ao Senado que atue com urgência depois de a Câmara dos Deputados aprovar, neste sábado (27), o pacote de alívio de US$ 1,9 trilhão (o equivalente a R$ 10,5 trilhões) contra a Covid-19.

A medida foi aprovada seguindo amplamente as linhas partidárias, por 219 a 212, com dois democratas somando-se aos republicanos como oposição.

Na Casa Branca, Biden disse que “não há tempo a perder” para que a lei seja aprovada, afirmando que os americanos estão mais perto das vacinas, dos cheques de US$ 1.400 (R$ 7.741) e da ajuda adicional incluída na lei.

Joe Biden discursa durante evento em celebração à vacinação contra Covid-19 nos EUA
Joe Biden discursa durante evento sobre vacinação contra Covid-19 nos EUA - Jonathan Erns/Reuters

"Se agirmos rapidamente, com decisão e coragem, poderemos finalmente superar esse vírus, poderemos finalmente pôr nossa economia em movimento de novo", disse Biden. "A população deste país sofreu demais por tempo demais. Precisamos aliviar esse sofrimento."

Os legisladores provavelmente vão modificar a lei antes de aprová-la no Senado, o que a faria voltar à Câmara para aprovação das emendas antes de chegar à mesa do presidente para sanção. Os democratas estão correndo para concluir o pacote até 14 de março, quando algumas medidas do socorro federal contra o desemprego deverão expirar.

O plano de ajuda poderá reforçar e ampliar os benefícios aos desempregados, fornecer US$ 350 bilhões (R$ 1,9 trilhão) a governos estaduais e municipais, enviar US$ 1.400 a muitos americanos e financiar a vacinação, entre outros projetos. O Congresso aprovou uma série de medidas de alívio desde o início da pandemia, e os democratas dizem que esse último pacote ajudará no retorno do país à normalidade.

Os republicanos se alinharam em geral contra a lei, atacando-a por ser muito ampla e dispendiosa. Se opuseram em particular contra os dispositivos para financiamento escolar e de governos estaduais e locais, com o argumento de que a economia dá sinais de recuperação.

"Essa não é uma lei de alívio. Ela cuida dos aliados políticos dos democratas, enquanto falha em ajudar as famílias americanas", disse o líder da minoria republicana na Câmara, Kevin McCarthy, da Califórnia.

Uma iniciativa para aumentar o salário mínimo para US$ 15 (R$ 82,9) por hora até 2025, como parte do pacote de ajuda, foi posta em dúvida depois da divulgação do parecer de um funcionário do alto escalão do Senado.

Esse especialista em regras e procedimentos disse, na quinta-feira (25), que a iniciativa não se enquadraria nos regulamentos da Câmara que tratam de um processo chamado de reconciliação —que permite que uma lei evite uma possível obstrução e seja aprovada com 51 votos, mas exige que ela esteja estritamente ligada ao orçamento.

A conclusão gerou tensão política para os democratas, que permaneceram amplamente unidos nas primeiras semanas do mandato de Biden.

Legisladores progressistas rapidamente pediram que os democratas ignorassem a decisão do especialista em regras e procedimentos do Senado ou abolissem a obstrução para aumentar o salário, medidas às quais Biden resistiu.

Os senadores democratas, enquanto isso, começaram a criar mecanismos, como penalidades e incentivos fiscais, que levem as empresas a aumentar o pagamento a trabalhadores, para se enquadrarem às regras de reconciliação do Senado.

Traduzido do inglês por Luiz Roberto M. Gonçalves

WSJ

Conteúdo licenciado pelo Wall Street Journal para publicação na Folha de S.Paulo

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