Descrição de chapéu Mercado imobiliário

Caixa diz que não prevê aumentar mais os juros da casa própria

Banco aumentou as taxas na semana passada para até 8,99% ao ano

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São Paulo

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse nesta terça (30) que o banco não pretende aumentar os juros do financiamento da casa própria nos próximos meses, mesmo se a Selic continuar em trajetória de alta.

Em evento da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), em Brasília, Guimarães afirmou que a Caixa se baseia na taxa de juros de médio prazo, para 8 a 10 anos, para determinar os juros do financiamento imobiliário. Ele afirma que essa taxa não deve subir mais, porque já absorveu as altas futuras da Selic, hoje em 7,75%.

"O mercado já precificou uma necessidade de aumento de juros no curto prazo, por isso não esperamos mais aumentos, e a partir de agora a inflação começa a ceder", disse.

Dois homens brancos de terno sentados em poltronas
José Carlos Martins, presidente da Cbic, e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, em evento em Brasília - Cbic/Divulgação

A Caixa aumentou na semana passada a taxa do financiamento habitacional, que subiu de 7,25% ao ano, na modalidade acrescida de TR, para 8% a 8,99% ao ano, conforme o relacionamento com o banco. "Tivemos que fazer um pequeno ajuste, não dava para cobrar a mesma coisa, mas o impacto foi relativamente pequeno, porque fizemos uma margem menor para a Caixa", afirmou.

Segundo ele, o banco optou por diminuir sua margem para ganhar na manutenção do relacionamento do cliente com a instituição e evitar gastos com o processo de retomada de imóveis de inadimplentes. "Não vemos necessidade de aumentos superiores aos que já aconteceram".

O presidente da Caixa também afirmou que o banco vai bater recorde de crédito oferecido para habitação em 2021, e que espera crescer esse montante em 10% no próximo ano.

Em outubro, Guimarães afirmou à Folha que estimava ter até o final deste ano R$ 58 bilhões em contratos financiados pelo FGTS, por meio do programa Casa Verde Amarela, e R$ 80 bilhões pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), com recursos da poupança.

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