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Califórnia investiga tratamento que Google dá a trabalhadoras negras

Processo teve início após supostos incidentes de assédio e discriminação

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Paresh Dave
San Francisco | Reuters

O regulador de direitos civis da Califórnia está investigando o tratamento que o Google dá a trabalhadoras negras após supostos incidentes de assédio e discriminação, segundo duas pessoas com conhecimento do assunto e emails da agência vistos pela Reuters.

Advogados e analistas do Departamento de Emprego e Moradia Justa da Califórnia (DFEH) entrevistaram várias mulheres negras que trabalharam na unidade da Alphabet, dona do Google, sobre suas experiências, segundo as fontes, que falaram sob condição de anonimato para não comprometer a investigação.

A DFEH entrevistou trabalhadores que apresentaram queixas formais e aqueles que não o fizeram, mostrando que o regulador tem buscado mais exemplos de possíveis maus tratos. As perguntas são focadas em suposto assédio e discriminação no local de trabalho, de acordo com os emails.

Sede do Google em Mountain View, Califórnia - Paresh Dave - 8.mai.2019/Reuters

A agência está envolvida em processos contra as empresas de videogame Tencent, Riot Games e Activision Blizzard, alegando discriminação e assédio generalizados.

A pesquisadora de inteligência artificial Timnit Gebru disse que foi demitida do Google há um ano por críticas à falta de diversidade na força de trabalho e por ter ido contra gerentes que se opuseram a publicar um artigo crítico que ela coescreveu.

O DFEH não quis comentar. O Google disse que está focado em "construir uma igualdade sustentável" para seus trabalhadores negros e que 2020 foi seu maior ano de contratação de trabalhadores "negros +", uma designação que inclui pessoas pertencentes a várias raças.

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