Coleta de dados do Censo começa no dia 1º de agosto, diz IBGE

Prazo para pagar taxa do concurso vai até 16 de fevereiro

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Rio de Janeiro

A coleta dos dados do Censo Demográfico 2022 terá início no dia 1º de agosto, dois meses após o prazo previsto anteriormente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A informação foi confirmada pelo órgão nesta terça-feira (25).

Conforme o IBGE, a data originalmente prevista era 1º de junho, mas precisou ser alterada devido à mudança da banca responsável pelo concurso que pretende contratar mais de 200 mil trabalhadores temporários para as operações do Censo.

"Com o orçamento do Censo Demográfico 2022 aprovado e sancionado na íntegra em R$ 2.292.957.087,00, o IBGE informa que a coleta da pesquisa terá início no dia 1º de agosto", disse o instituto.

"Antes prevista para 1º de junho, a data da coleta precisou ser ajustada em decorrência da troca, em novembro de 2021, da banca responsável pela organização do Processo Seletivo Simplificado para contratação de 183.021 recenseadores e 23.870 agentes censitários", completou.

Equipe do IBGE trabalha em levantamento experimental em Poços de Caldas (MG) - Ricardo Benichio - 3.out.2019/Folhapress

O prazo de inscrições para o concurso, que passou a ser organizado pela FGV (Fundação Getulio Vargas), terminou na sexta-feira (21). Houve 1,1 milhão de inscritos.

A lista definitiva dos participantes será confirmada após 16 de fevereiro. Esse é o último dia para o pagamento da taxa de inscrição no processo seletivo.

A aplicação das provas do concurso foi agendada para 10 de abril. O resultado da avaliação deve sair em 20 de maio.

Cronograma previsto para o processo seletivo do IBGE (recenseador e agente censitário)
Último dia para pagamento da taxa de inscrição 16/02
Divulgação do quantitativo final de inscritos 16/03
Aplicação das provas 10/04
Divulgação do resultado final 20/05

O Censo é considerado o levantamento mais detalhado sobre as características demográficas e socioeconômicas do país.

As informações apuradas servem como base para políticas públicas e podem influenciar até decisões de investimento de empresas em determinadas regiões.

As 206.891 vagas de trabalho temporário no Censo são divididas da seguinte forma: 183.021 para recenseadores, 18.420 para a função de ACS (agente censitário supervisor) e 5.450 para a tarefa de ACM (agente censitário municipal).

Das 1,1 milhão de inscrições feitas, 588,5 mil foram para as vagas de recenseador, e 513,5 mil, para as oportunidades de agente censitário (ACS e ACM).

Segundo o IBGE, o nível de concorrência varia de acordo com a procura e o número de vagas disponíveis em cada região.

Os recenseadores vão atuar diretamente na coleta de informações do Censo em mais de 70 milhões de domicílios espalhados pelo Brasil.

Os salários desses profissionais serão variáveis, de acordo com a produção. É possível simular a remuneração no site do Censo 2022. A carga horária semanal é indicada em 25 horas de trabalho.

Já as vagas de ACM e ACS são de nível médio. Os salários são de R$ 2.100 e R$ 1.700, respectivamente.

Com remuneração maior, o ACM gerencia o trabalho dos postos de coleta de informações do Censo. Enquanto isso, o ACS, subordinado ao ACM, tem como principal função orientar os recenseadores durante a execução das atividades de campo.

Como as vagas de agente censitário têm inscrição única, os postos de ACM serão oferecidos aos candidatos com melhor classificação no concurso.

Os demais aprovados terão direito aos cargos de ACS, seguindo a ordem de desempenho na seleção.

O Censo costuma ocorrer de dez em dez anos. A nova edição estava prevista para 2020, mas foi adiada por causa da pandemia de coronavírus.

Em 2021, a falta de verba orçamentária por parte do governo federal impediu a realização da contagem da população.

Os valores para a pesquisa em 2022 foram liberados após o STF (Supremo Tribunal Federal) ser acionado.

A incerteza relacionada ao Censo espalhou preocupação entre especialistas durante a pandemia. Sem o estudo, o temor era de que o Brasil vivesse um apagão estatístico.

Os dados apurados pelo IBGE balizam, por exemplo, os repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), fonte de recursos para as prefeituras.

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