Spotify cria conselho para lidar com discurso de ódio, desinformação e extremismo

Empresa dá mais um passo para conter conteúdo prejudicial após reação contra informações falsas sobre vacinas em sua plataforma

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Dawn Chmielewski
Los Angeles | Reuters

A Spotify Technology SA anunciou na segunda-feira (13) que formou um conselho de segurança que irá fornecer informações sobre discurso de ódio, desinformação, extremismo e abuso online.

O grupo representa mais um passo nos esforços do Spotify para lidar com conteúdo prejudicial em seu serviço de streaming de áudio, após a reação no início deste ano sobre o "The Joe Rogan Experience", na qual o podcaster foi acusado de espalhar desinformação sobre a Covid-19.

Os 18 especialistas, que incluem representantes do grupo de direitos civis Centro para Democracia e Tecnologia, de Washington, D.C., da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, e do Instituto de Tecnologia e Sociedade, do Brasil, aconselharão o Spotify no desenvolvimento de produtos e políticas e ideias sobre questões emergentes.

Logo do Spotify na Bolsa de Nova York - Lucas Jackson - 3.abr.2018/Reuters

"A ideia é trazer esses especialistas de renome mundial, muitos dos quais estão nesse espaço há vários anos, para manter um relacionamento com eles", disse Dustee Jenkins, chefe global de assuntos públicos do Spotify. "E para garantir que não falamos com eles quando já estamos no meio de um problema... Em vez disso, estamos nos reunindo com eles regularmente, para sermos muito mais proativos sobre como pensamos esses problemas em toda a empresa."

O conselho é puramente consultivo por natureza, e o Spotify pode aceitar ou rejeitar suas sugestões. Ao contrário do conselho de supervisão do Facebook, que decide quais casos analisa, o Spotify apresentará questões para seu conselho considerar e fornecer feedback.

Muitos dos participantes, como os fundadores da Kinzen, Mark Little e Aine Kerr, já dão consultoria ao Spotify. Alguns, como Ronaldo Lemos, que foi fundamental na criação da Lei de Direitos da Internet no Brasil e é colunista da Folha, fornecem conhecimentos regionais.

Sarah Hoyle, chefe de confiança e segurança do Spotify, disse que o conselho assessor não foi formado em reação a "um criador ou situação em particular", mas sim em reconhecimento dos desafios de operar um serviço global num momento em que as ameaças estão em constante evolução.

"Como aumentar a expertise interna que já temos no Spotify, utilizar essas pessoas cujo trabalho na vida foi estudar isso, e elas estão no mercado em todo o mundo, assim como nossos usuários, assim como nossos criadores", disse Hoyle.

Tradução de Luiz Roberto M. Gonçalves

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