Quanto dura a bateria de um carro elétrico, chocolate salgado e o que importa no mercado

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Victor Sena
São Paulo

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O interesse por carros elétricos no Brasil cresceu no último ano. É o que mostra uma pesquisa da Ipsos Drives, que indica 16% das pessoas dispostas a comprar um veículo da categoria.

↳ O percentual representa um potencial de venda de 350 mil unidades por ano, bem acima das 19 mil de hoje no país.

↳ No mundo, a agência Internacional de Energia prevê vendas recordes de elétricos em 2024, uma alta de 20%.

Sim, mas… Ainda há desconfianças com o carro elétrico em relação à autonomia das baterias. Afinal, pode ser um desafio encontrar um posto de recarga nas cidades e estradas.
↳ Quanto dura a bateria? Essa é a pergunta que o levantamento da Folha responde sobre 30 modelos vendidos no Brasil.

  • Os veículos foram separados em 4 categorias (hatches, SUVs, sedãs e vans);
  • Os testes foram feitos em parceria com o Instituto Mauá de Tecnologia;
  • Para aferir o desempenho dos carros, foi utilizado um equipamento com sinal de GPS.

Os três modelos com melhor autonomia urbana por categoria

Hatches
Categoria tem as opções mais em conta do mercado. Foram testados nove modelos, e o trio abaixo teve o melhor desempenho.

  1. Bolt | Chevrolet (485 Km na cidade; 420 KM na estrada)
    "Campeão" custava R$ 329 mil e deixou de ser importado para o Brasil
  2. Zoe neo Intense | Renault (447 Km na cidade; 379 Km na estrada)
    Pioneiro no mercado nacional foi lançado em 2018 e custa hoje R$ 239 mil
  3. Megane E-Tech | Renault (38O Km na cidade; 349 KM na estrada)
    Modelo tem acabamento luxuoso e porte de hatch médio

SUVs
Carros com mais espaço e conforto (e mais caros, claro). Testamos dez modelos, e o trio abaixo teve o melhor desempenho de autonomia.

  1. iX Drive50 | BMW (590 Km na cidade; 523 Km na estrada)
    SUV de alto luxo é diferente de todos os modelos da BMW
  2. C40 Recharge Plus | Volvo (514 KM na cidade; 422 KM na estrada)
    Volvo C40 Plus roda mais de 500 km na cidade com uma carga
  3. C40 Recharge Ultimate | Volvo. (513 KM na cidade; 430 KM na estrada)
    Volvo usa dois motores para se destacar em aceleração

Sedãs
Traz espaço, conforto e design mais tradicional, com carros mais alongados. Oito modelos testados, e o trio abaixo teve o melhor desempenho.

  1. Taycan Turbo S | Porsche (401 KM na cidade; 321 KM na estrada)
    Porsche chega aos 100 km/h em menos de três segundos
  2. Seal | BYD (384 KM na cidade; 350 KM na estrada)
    BYD Seal busca espaço entre sedãs com motor a combustão
  3. EQE 300 | Mercedes-Benz (382 KM na cidade; 369 KM na estrada)
    Mercedes elétrico mantém luxo da versão a gasolina

Mais vendidos: fora do TOP 3 de melhor autonomia na categoria hatch, o BYD Dolphin é o carro elétrico mais vendido no Brasil.

  • Lançado em 2023 com o preço competitivo de R$ 149,8 mil, ele alcançou mais de 10 mil unidades emplacadas;
  • Os modelos Yuan Plus e Seal são outro destaque da montadora entre os mais vendidos.

Lista completa. Você pode encontrar a avaliação de todos os outros carros da lista neste buscador desenvolvido pela Folha.

Está na dúvida? Assista: Chegou a hora de comprar um carro elétrico?

Carros híbridos e elétricos são recarregados em tomadas no Morumbi Shopping (zona sul de São Paulo) - Eduardo Sodré/Folhapress

Prejuízo de R$ 1 bilhão

Cálculos da CNM (Confederação Nacional de Municípios) apontam que os prejuízos dos agricultores no estado gaúcho devem chegar a R$ 1,1 bilhão. Outros R$ 61 milhões em perdas irão atingir a pecuária.

Abre aspas: "Tenho medo de fazer conta [do prejuízo]", afirmou Márcio Concli, produtor rural em Bento Gonçalves, na serra gaúcha. As chuvas da última semana impactaram sua produção de laranjas e bergamotas.

↳ A Folha conversou com agricultores que relataram como a produção foi afetada.

↳ A região de imigrantes italianos ao redor de Bento Gonçalves é forte principalmente em hortaliças e frutas, a maioria a partir com agricultura familiar.

Mesmo com a ajuda bilionária anunciada pelo governo federal, a economia gaúcha deve ter forte retração:

  • Impacto no restante do país deve ser principalmente via inflação.

A água que inundou a capital Porto Alegre resiste em baixar e até subiu de nível devido a novas pancadas de chuvas neste domingo, levando o lago Guaíba a voltar a ficar próximo de seu recorde de 5,5 metros. O estado acumula 143 mortos com a tragédia.

Quer doar? Veja como ajudar aqui.

Chocolate salgado

Temos um problema com o chocolate. A matéria prima do doce, o cacau, sofreu uma alta nos preços este ano, o que começa a ter efeitos no valor do produto no mercado.

O motivo? Uma safra menor em países como Gana e Costa do Marfim, fortes exportadores para Europa e EUA. Uma combinação de baixo volume de chuvas, doenças nas plantas e árvores envelhecidas levou à colheita mais fraca.

  • Prevista para terminar em setembro, a safra mais fraca levará a uma oferta global 11% menor, de 4,449 milhões de toneladas.

De quanto foi a alta? A tonelada costumava girar em torno de US$ 2.500 (R$ 12.690). Em abril, chegou a bater US$ 11 mil (R$ 56.724) e agora está na casa dos US$ 8.000 (R$ 41.254).

↳ Há quem aponte a atuação de especuladores no mercado financeiro, que usam a tendência de alta para reforçá-la ainda mais em suas operações no dia a dia e lucrar.

O cacau é uma commodity, uma matéria-prima. Isso significa que ele tem um valor negociado em Bolsa e deve seguir determinado padrão, assim como o milho, a soja, o petróleo. (Leia mais sobre a força das commodities no Brasil aqui).

O resultado? As multinacionais Hershey e Mondelez, grandes fabricantes de chocolate, anunciaram um reajuste entre 5% e 6% no início do ano para os mercados americano e europeu.

E no Brasil? Até agora, os preços do chocolate acompanham a inflação, sem alta relevante. Desde o início do ano, barras e bombons aumentaram 1,61%, de acordo dados divulgados na última sexta pelo IBGE.

↳ O índice ficou abaixo da inflação média do país, que teve alta de 1,80% até abril.

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