Nova eleição de Trump coloca em risco US$ 369 bilhões em incentivos para energia limpa, diz agência

Candidato republicano presumido já prometeu emitir ordem executiva para desenvolvimento de energia eólica offshore se vencer

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Rafaela Jinich
Bloomberg

Uma vitória nas eleições de novembro para Donald Trump ameaçará US$ 369 bilhões (R$ 1,99 trilhões) em iniciativas de energia limpa nos Estados Unidos incentivada pela emblemática legislação climática da administração de Joe Biden, de acordo com a Bloomberg Intelligence.

O valor representa a maior parte dos US$ 433 bilhões (R$ 2,34 trilhões) em subsídios, empréstimos e incentivos fiscais que a IRA (sigla em inglês para Lei de Redução da Inflação) injetaria nos setores de saúde, serviços públicos e energia limpa que estariam em risco em caso de vitória de Trump, disse relatório da BI nesta terça-feira (18).

Um homem está em primeiro plano apontando para algo ou alguém fora da imagem. Ele veste um terno escuro com gravata vermelha e uma bandeira americana no lapel. Ao fundo, várias pessoas observam, algumas usando bonés vermelhos e segurando bandeiras americanas.
Ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump. - Evelyn Hockstein/REUTERS

"Uma vitória de Trump poderia ameaçar o crescimento impulsionado pela IRA, especialmente para o setor de energia verde", disse a Bloomberg Intelligence em sua análise do futuro da IRA após as eleições nos EUA.

"Embora uma revogação completa seja improvável, cortes direcionados nos incentivos fiscais podem estar a caminho."

O candidato presumido do Partido Republicano já prometeu emitir uma ordem executiva visando o desenvolvimento de energia eólica offshore se vencer.

A Wood Mackenzie estimou no mês passado que uma nova administração Trump apresentaria políticas que promovem a produção de combustíveis fósseis, enquanto reduzem a ajuda para energia renovável, tecnologias de captura de carbono e veículos elétricos.

"Se Trump assumir a Casa Branca, acreditamos que modificações significativas nos créditos fiscais para veículos elétricos da IRA não são apenas possíveis, mas altamente prováveis", disse a BI em seu relatório, sugerindo que ele pode substituí-los por incentivos que favorecem uma abordagem de incentivo que prioriza o protecionismo dos EUA.

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