Investidores apostam em complexo de atividades no gelo em SP

Espaço tem a primeira pista de curling do Brasil e espaço para hóquei

São Paulo

A cidade de São Paulo ganhou em 25 de janeiro um espaço para a prática de curling, hóquei sobre o gelo e patinação sobre a mesma superfície. Na data, foi aberta a Arena Ice Brasil, complexo de esportes de inverno no Morumbi (zona sul).

O equipamento é fruto de uma parceria entre a CBDG (Confederação Brasileira de Desportos no Gelo) e investidores privados.

“Além do incentivo ao esporte, identificamos que havia o apelo do entretenimento. Tivemos indicadores na Olimpíada de inverno de 2018 de que o curling tinha boa aceitação aqui, vimos a oportunidade”, diz Marcelo Umti, gerente da CBDG. A pista de curling da Arena é a primeira no país, e a de hóquei, também usada para patinação, a maior.

O complexo, que fica no estacionamento de um hipermercado, tem 4.000 metros quadrados. Além das pistas, há ambiente para eventos, um bar, café e espaço que recebe food trucks.

“É legal que a gente também desmistifica o esporte sobre o gelo. Não dá para fazer neve, mas gelo sim. Temos o melhor conhecimento técnico do país e trocamos informações com federações pelo mundo para que nosso produto seja sempre referência”, diz Umti.

Foram investidos R$ 2,5 milhões no complexo —R$ 1 milhão só na pista de curling, esta parte com ajuda da federação mundial do esporte.

Como a entidade só põe dinheiro em projetos sem fins lucrativos, a operação da pista é só da CBDG, que deve reinvestir proventos na própria arena e no curling brasileiro.

“Ninguém contava com o coronavírus, mas a nossa expectativa, com 20% de ocupação dos aparelhos, seria de recuperar o investimento em dois anos. Com 50%, que é o que vínhamos tendo, em um ano e meio”, diz Sérgio Mitsuo Vilela, um dos investidores privados. Ele também é o representante brasileiro na Federação Mundial de Curling.

A Arena recebeu cerca de 1.300 visitantes em fevereiro. É possível alugar os espaços para praticar os esportes entre amigos ou participar de oficinas das modalidades.

O público, diz o gerente da CBDG, é heterogêneo. Durante a semana, a maioria vai às oficinas. Já aos fins de semana, jovens praticam hóquei e famílias passeiam. Especificamente aos sábados, grupos de amigos jogam curling. “É como se fosse o boliche de antigamente”, diz.

E ainda há para onde crescer, já que o equipamento tem áreas ociosas, como duas câmaras frias, onde se cogita a construção de um bar de gelo (antes, o local era depósito do hipermercado), e um espaço de 1.400 metros quadrados que funcionava como doca.

O complexo emprega, entre funcionários do café, do bar e professores das modalidades, 15 pessoas.

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