Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
29/12/2011 - 20h18

Sudão do Sul diz que bombardeio do Norte matou 17 civis

Publicidade

DA REUTERS, EM CARTUM (SUDÃO DO NORTE)

As Forças Armadas do Sudão do Sul entraram em "alerta máximo" nesta quinta-feira após acusarem o Sudão do Norte de matar 17 civis em um bombardeio na região da fronteira.
Um porta-voz militar sudanês negou que o bombardeio tenha ocorrido.

O Sudão do Sul ficou independente em julho, conforme previa um acordo de 2005 que encerrou décadas de guerra civil entre o norte e o sul do Sudão. Mas os dois países continuam em atrito por causa de questões como a exploração das reservas petrolíferas, a posse da região da Abiyei e a demarcação da fronteira.

Cartum e Juba se acusam mutuamente de apoiar forças rebeldes no território vizinho, e neste ano suas forças militares mantiveram um raro confronto direto.

O porta-voz militar do Sudão do Sul, Philip Aguer, disse que os ataques aéreos sudaneses começaram na quarta-feira no Estado de Bahr el Ghazal do Oeste, e que os civis mortos eram boiadeiros.

"Como há sinais de movimento no terreno por parte de forças terrestres, alertamos nossas forças para ficarem em alerta máximo".

Al Sawarmi Khalid, porta-voz militar do Sudão, disse que as acusações "não têm base na realidade".

"Não entramos nem bombardeamos lugar algum do Sudão do Sul, e não temos alvos dentro do Sudão do Sul", afirmou.

Também nesta quinta-feira, Cartum disse que se queixou ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo fato de que o Sudão do Sul teria supostamente permitido que 350 combatentes rebeldes da região sudanesa de Darfur entrassem no território sul-sudanês.

"O Sudão pediu à organização internacional que ajude a aplicar pressão sobre o Sudão do Sul para impedir que ele preste ajuda a essa força, para que a desarme e entregue os que são procurados à Justiça no Sudão", disse El Obeid Morawah, porta-voz da chancelaria sudanesa, em nota.

Cerca de 2 milhões de pessoas morreram na guerra civil do Sudão, travada de forma praticamente ininterrupta entre 1955 e 2005, por motivos ideológicos, étnicos, religiosos e econômicos.

O acordo de paz de 2005 estabeleceu a realização de um referendo, em janeiro de 2011, na qual a população sul-sudanesa votou por ampla maioria pela independência.

 

Publicidade

Publicidade

Publicidade


 

Voltar ao topo da página