Chávez diz que só falta aval da Colômbia para libertação de reféns
O presidente venezuelano Hugo Chávez declarou nesta quarta-feira que falta apenas o sinal verde do governo colombiano para que aconteça a libertação de três reféns da guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Chávez pediu ao governo colombiano que autorize a entrada em seu país de aviões identificados com o símbolo da Cruz Vermelha para recolher os três reféns que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) querem libertar.
Ainda segundo o presidente venezuelano, se até a noite desta quarta-feira o governo colombiano der sinal verde à operação, esta poderia ter início amanhã de manhã, de modo que, ao anoitecer, os reféns já estariam em Caracas.
As modalidades desta libertação "foram definidas nos mínimos detalhes com os comandantes das Farc", afirmou. "Nosso vice-chanceler, Rodolfo Sanz, deve estar chegando nesse momento ao ministério das Relações Exteriores de Bogotá para obter a autorização da Colômbia", explicou Chávez durante uma entrevista coletiva.
O chanceler colombiano, Fernando Araújo, recebeu o documento com o pedido venezuelano, confirmou à agência de notícias France Presse um alto representante do ministério.
"Pedimos ao governo colombiano que coopere conosco", acrescentou Chávez.
Brasil, França, Argentina, Cuba e Equador, desempenharão algum papel nos esforços para a libertação dos três reféns, afirmou o presidente venezuelano, destacando que aviões já estão prontos para ir buscá-los.
"Temos várias opções para uma entrega clandestina, mas não é o que queremos, pois é muito arriscado", explicou.
Reféns
A entrega dos reféns será feita a helicópteros e aviões leves da Venezuela que entrarão na Colômbia devidamente identificados com o logotipo da Cruz Vermelha, entidade que também colabora com a operação.
Chávez ressaltou que não participará pessoalmente da operação, e designou o ex-ministro venezuelano do Interior Ramon Rodriguez Chacin para coordenar a libertação dos seqüestrados.
As Farc prometeram há uma semana libertar Clara Rojas, ex-colaboradora da ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt, seu filho Emmanuel, nascido em cativeiro, e a ex-parlamentar Consuelo González.
Chávez também expressou durante a coletiva desta quarta-feira seu desejo de que a ex-candidata presidencial colombiana seja libertada em breve.
Ingrid Betancourt foi seqüestrada em fevereiro de 2002 junto com sua assessora de campanha Clara Rojas.
Com France Presse
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