Ministro francês deseja "boa sorte" ao Kosovo independente
O ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, desejou "boa sorte" ao Kosovo, depois que a província proclamou unilateralmente sua independência da Sérvia neste domingo.
"Desejo boa sorte aos kosovares e a meus amigos sérvios", afirmou Kouchner, que foi administrador da ONU (Organização das Nações Unidas) para o Kosovo.
Em declarações divulgadas pela emissora "France Info", o chefe da diplomacia francesa não quis "dramatizar" a questão e pediu aos sérvios que "não tomem as coisas de forma trágica".
A Sérvia afirmou hoje que "nunca" reconhecerá a independência do Kosovo, enquanto a Rússia, principal aliada de Belgrado, pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU, que acontecerá ainda hoje.
Para Kouchner, o ocorrido hoje em Pristina é "o começo do acesso dos kosovares à existência independente", enquanto, para os sérvios, sobretudo os jovens, é "o começo de um caminho rumo à União Européia".
"Não havia outra solução", afirmou o ministro francês, em visita a Jerusalém (Israel). Ele acredita que a independência "colocará fim a certos sofrimentos".
Em todo caso, é "um êxito da comunidade internacional e, portanto, da ONU", que administrou o Kosovo desde o fim da guerra, em 1999.
Na véspera da reunião dos ministros de Exteriores da União Européia (UE) na qual será discutido o reconhecimento à independência do Kosovo, Kouchner disse que não é garantido que o bloco terá "uma atitude unitária".
O ministro afirmou que, por enquanto, a França não reconheceu "nada".
Segundo fontes diplomáticas, a França e outros países como o Reino Unido, Alemanha e Itália poderiam anunciar sua intenção de reconhecer a independência do Kosovo após a reunião de segunda-feira.
"Córsega"
"Sarkozy, lembre-se da Córsega", gritavam manifestantes hoje em Paris para protestar contra a proclamação unilateral de independência do Kosovo e pedir à França que não a reconheça. Os manifestantes de referiram à ilha mediterrânea na qual há um movimento nacionalista.
Os manifestantes acusavam o presidente francês de "traição" e gritavam que o "Kosovo é a Sérvia". "Não ao Kosovo independente", "Sérvia e Kosovo são inseparáveis" e "Kosovo - laboratório dos Estados Unidos" eram algumas das frases mostradas nos cartazes levados pelos manifestantes em Paris.
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