Em Israel, Hillary pressiona pela criação de um Estado palestino
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou nesta terça-feira que vai pressionar pela criação de um Estado palestino, medida que pode afetar seriamente as relações entre Washington e o governo do primeiro-ministro indicado de Israel, Binyamin Netanyahu, do conservador Likud. Israel é o principal aliado dos EUA na região.
Netanyahu é conhecido por defender uma posição mais rígida de Israel em relação aos palestinos. Em sua campanha, afirmou reiteradas vezes que o atual governo do centrista Kadima encerrou cedo demais a ofensiva na faixa de Gaza, que, em 22 dias de bombardeios, deixou mais de 1.300 palestinos mortos e cerca de 5.000 feridos.
| David Silverman/Reuters |
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| Hillary Clinton visita Museu do Holocausto em Israel, ao lado do rabino Meir Lau; ele defendeu criação de Estado palestino |
Embora Netanyahu tenha falado de um governo palestino, ele não dá sinais de que apoiará a criação de um Estado palestino ao lado de Israel como solução para o conflito.
Em conversas em Jerusalém após comparecer a uma conferência de "[doadores]": no Egito para a reconstrução da faixa de Gaza, Hillary reafirmou a visão do governo de Barack Obama sobre a paz entre israelenses e palestinos.
"Durante a conferência, eu enfatizei o compromisso do presidente Obama e meu de trabalhar para chegar a uma solução de dois Estados para o conflito entre Israel e os palestinos e nosso apoio à Autoridade Nacional Palestina", disse ela, após encontrar-se com o presidente israelense, Shimon Peres.
Ex-primeiro-ministro de Israel, entre 1996 e 1999, Netanyahu liderou uma freada no processo de paz que teve como marco os acordos de Oslo, em 1993, que deram o primeiro passo para a criação da Autoridade Nacional Palestina (ANP).
Então abertamente contrário à criação de um Estado palestino, o líder do direitista Likud adota agora uma posição vaga sobre o tema, defendendo uma combinação de progresso econômico e negociação política com os palestinos da Cisjordânia, aliada a uma ação dura em relação ao Hamas, o grupo radical que domina Gaza desde julho de 2007.
O temor dos países ocidentais é que a vitória do bloco de direita nas eleições legislativas leve a um governo extremista. Embora o partido centrista Kadima, de Tzipi Livni, tenha ganho a eleição, com 28 cadeiras, Peres nomeou Binyamin Netanyahu, do conservador Likud --com 27 cadeiras--, para formar a coalizão de governo e ocupar o cargo de primeiro-ministro.
"É uma gama de assuntos muito difícil e complexa", disse Hillary, sobre os esforços de paz na região antes de sua chegada a Jerusalém, na segunda-feira à noite.
Com Reuters
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