Escola da Flórida retoma aulas duas semanas após massacre

Marjory Stoneman Douglas High reabriu as portas após atirador matar 17 pessoas no local

Policiais prestam solidariedade a estudantes que retornam às aulas nesta quarta (28) na escola Marjory Stoneman Douglas, em Parkland, Flórida (EUA)
Policiais prestam solidariedade a estudantes que retornam às aulas nesta quarta (28) na escola Marjory Stoneman Douglas, em Parkland, Flórida (EUA) - Mary Beth Koeth/Reuters
 
Parkland (EUA) | Reuters e Associated Press

Alunos e professores traumatizados por um dos piores massacres do país voltaram às aulas nesta quarta-feira (28) usando laços e rosas brancas em homenagem aos 17 mortos por atirador na escola em Parkland, na Flórida, há duas semanas.

A escola Marjory Stoneman Douglas High reabriu suas portas para cerca de 3.000 alunos para apenas um turno. O prédio onde a maioria das vítimas morreu vai permanecer fechado por tempo indeterminado.

Nicholas Rodrigues, 15, disse que caminhou até a escola nesta quarta, em vez de ir de bicicleta, porque "queria pensar nas coisas". 

Ônibus escolares chegaram logo após as 7h, com vários policiais a postos para escoltar os alunos. 

Fred Guttenberg, cuja filha Jamie foi morta no massacre, disse não ter medo por seu filho sobrevivente, também aluno da mesma instituição, porque ela é agora a mais segura dos EUA.

"Mas é agridoce porque meu filho entra aqui sem sua irmã", disse Guttenberg à CNN. "Não era o que imaginávamos para nossos filhos."

Legisladores estaduais estão estudando uma lei prevendo a demolição do Edifício 12 e sua substituição por um memorial às vítimas do massacre de 14 de fevereiro. 

Sobreviventes lançaram uma campanha para pressionar parlamentares nacionais e estaduais por novas restrições às armas de fogo. Mas muito expressaram insegurança ao retornar para a cena do ataque em massa que figura como o segundo mais letal em uma escola pública americana.

"Imagine entrar num acidente aéreo e ter de voltar ao mesmo avião de novo e de novo e de novo e de novo e ter de aprender e agir como se nada estivesse errado", afirmou David Hogg, que se tornou um dos principais ativistas antiarmas da escola.

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