Descrição de chapéu terrorismo boko haram

Governo da Nigéria reconhece desaparecimento de 110 garotas 

Elas sumiram há cerca de uma semana, após um ataque de Boko Haram na cidade

Familiares das garotas se queixam da demora do governo em anunciar o desaparecimento
Familiares das garotas se queixam da demora do governo em anunciar o desaparecimento - Afolabi Sotunde/Reuters
Associated Press

O governo nigeriano reconheceu, neste domingo (25), que 110 garotas seguem desaparecidas, cerca de uma semana após membros do grupo extremista Boko Haram atacarem sua cidade.

Familiares frustrados com a demora de uma reação oficial fizeram uma lista de todas as meninas desaparecidas.

O destino das desaparecidas é desconhecido, mas testemunhas afirmam que extremistas islâmicos perguntaram especificamente a localização da escola das garotas e alguns dizem ter visto jovens serem levadas sob ameaça de armas.

O anúncio de desaparecimento foi feito pelo ministro da Informação, Lai Mohammed, sob críticas de que o governo demorou dias para se pronunciar.

O porta-voz das Forças Aéreas, Olatokunbo Adesanya, ressaltou, em comunicado à imprensa, os esforços para localizar as garotas.

O maior temor é que elas tenham sido levadas como noivas para os membros da milícia, tal como ocorreu em 2014, quando o grupo islâmico capturou 276 alunas de um internato e forçou-as a se casarem com os sequestradores. Passados cerca de quatro anos, cerca de cem dessas meninas nunca retornaram a suas famílias.

O presidente do país afirmou que o desaparecimento era um "desastre nacional" e que não seriam poupados esforços para localizá-las, mas autoridades locais inicialmente indicaram falsamente que algumas das sequestradas haviam sido resgatadas, enquanto outras estavam se escondendo e voltariam nos próximos dias. 

Bashir Manzo, cuja filha Fatima está entre as desaparecidas, afirmou que as chances de as meninas estarem apenas escondidas são pequenas.

"Todos aqueles que fugiram já retornaram à escola na terça-feira, e, após uma chamada, todos retornaram a suas casas para seus pais", afirmou. 

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