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Lobby das armas critica 'politização' de massacre na Flórida

Chefe da NRA afirma que proponentes de controle de armas 'odeiam as liberdades individuais'

O chefe da NRA, Wayne LaPierre, em conferência conservadora em National Harbor, Maryland - Kevin Lamarque/Reuters
National Harbor | AFP e Reuters

O chefe da NRA (lobby pró-armas americano) criticou nesta quinta-feira (22) a "politização" do massacre em uma escola na Flórida na semana passada por defensores de controles no porte de armas.

"A vergonhosa politização de uma tragédia. É uma estratégia clássica tirada do livro de jogadas de um movimento venenoso", disse Wayne LaPierre, atacando o que chamou de "socialistas", "elites" e meios de comunicação americanos.

Em seu primeiro pronunciamento após o massacre de 14 de fevereiro, que deixou 17 mortos, LaPierre acusou os proponentes do controle de armas dentro do Partido Democrata de querer impedir o direito de portar armas, consagrado na Segunda Emenda da Constituição americana. 

"As elites não se importam com o sistema escolar dos EUA e os alunos", disse durante a Conferência de Ação Política Conservadora, uma reunião anual de conservadores perto de Washington. "Seu objetivo é eliminar a Segunda Emenda e nossa liberdade de armas para que possam erradicar todas as liberdades individuais."

"Para eles não é um tema de segurança, é um tema político", acrescentou. "Odeiam a NRA. Odeiam a Segunda Emenda. Odeiam a liberdade individual.", 

La Pierre pareceu concordar com o presidente dos EUA, Donald Trump, em promover a segurança das escolas para impedir mais massacres.

"Devemos imediatamente fortalecer nossas escolas", afirmou. "Todos os dias, crianças são deixadas em escolas que são praticamente abertas, alvos fáceis para qualquer um que queira cometer um assassinato em massa." 

Segundo ele, não deveria ser mais fácil atacar uma escola do que um banco ou uma joalheria. 

BÔNUS

Em reunião com vítimas de ataques a tiros em escolas na quarta-feira (21), Trump levantou a possibilidade de que professores portem armas na sala de aula, como uma forma de prevenir novos ataques e acelerar a reação contra atiradores.

"Se um professor tivesse uma arma [na escola da Flórida, atacada na semana passada], ele não teria corrido; ele teria atirado e seria o fim de tudo isso", afirmou o republicano.

Nesta quinta, ele voltou a defender a proposta, dizendo no Twitter: “Uma escola 'livre de armas' é um ímã para pessoas más. ATAQUES ACABARIAM! A história mostra que um massacre em escola dura, em média, três minutos. Leva aproximadamente de cinco a oito minutos para a polícia e equipes de emergência chegarem ao local do crime. Professores altamente treinados e adeptos de armas resolveriam o problema instantaneamente, antes de a polícia chegar. GRANDE DISSUASÃO!" 

Em uma segunda reunião sobre o tema na Casa Branca nesta quinta, Trump sugeriu que os professores que tenham qualificação para carregar armas "recebam um pouco de bônus".

"Quero minhas escolas protegidas tanto quanto quero meus bancos protegidos", afirmou. 

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