Rússia vai interferir em novas eleições nos EUA, alerta agência

Para diretor de Inteligência Nacional, país já está sob ataque 

Washington

Agências de inteligência americanas alertaram nesta terça-feira (13) que a Rússia vai tentar interferir nas eleições deste ano nos EUA usando mídias sociais para espalhar propaganda e notícias falsas, como na campanha de 2016. 

O diretor de Inteligência Nacional, Dan Coats, disse a um comitê do Congresso que a Rússia e outras entidades estrangeiras muito provavelmente vão atacar pleitos nos EUA e na Europa neste ano e em anos seguintes, acrescentando que Moscou acredita que tais esforços conseguiram debilitar a democracia americana dois anos atrás. 

Coats afirmou já ter evidências da interferência russa nas eleições de novembro, quando o controle republicano do Senado e da Câmara estará em questão, assim como um número de posições em governos estaduais. 

O diretor de Inteligência Nacional, Dan Coats, fala ao Comitê de Inteligência do Senado, em Washington - Andrew Harnik/Associated Press

"Francamente, os EUA estão sob ataque", afirmou Coats ao Comitê de Inteligência do Senado. 

A avaliação de Coats contradiz declarações de Trump, que coloca em dúvida a noção de que a Rússia interferiu nas eleições de 2016 para derrotar a candidata democrata, Hillary Clinton, e nega qualquer conluio com seus assessores nessa tarefa. O presidente russo, Vladimir Putin, também nega

Agências de espionagem dos EUA concluíram há mais de um ano que a Rússia usou hackers e propaganda para mudar a eleição a favor do republicano. 

"Não deve haver dúvidas de que a Rússia percebe seus esforços passados como um sucesso e vê as eleições de meio período nos EUA em 2018 como um alvo potencial para as operações de influência russas", disse Coats. 

Coats afirmou que "operações cibernéticas persistentes e intrusivas" continuam "usando eleições como oportunidades para debilitar a democracia" nos EUA e nos seus aliados europeus. 

Caots descreveu uma série de maneiras em que a Rússia pode tentar influenciar a votação neste ano. "Como mínimo, esperamos que a Rússia continue usando propaganda, mídias sociais, pessoas de falsa bandeira, porta-vozes complacentes e outros meios de influência que tentar exacerbar fissuras sociais e políticas nos EUA", disse. 

A acusação de interferência russa levou a investigações federais e do Congresso sobre se a campanha de Trump conspirou com Moscou, abrindo uma sombra sobre o primeiro ano da Presidência de Donald Trump. 

Reuters

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