Descrição de chapéu estupro França

Tariq Ramadan ficará detido enquanto juiz decide julgamento

Acadêmico suíço é acusado de estupro por duas mulheres na França

Tariq Ramadan, em foto de 2016, em Lille, na França

Tariq Ramadan, em foto de 2016, em Lille, na França Michel Spingler - 7.fev.2016/AP

Paris

Um juiz francês decidiu nesta terça-feira (6) que o acadêmico muçulmano de origem suíça Tariq  Ramadan, 55, ficará sob custódia na França enquanto aguarda um possível julgamento após ser acusado de estupro por duas mulheres, afirmou uma fonte judicial. 

Ramadan, que nega as acusações, foi notificado na última sexta-feira de que seria alvo de uma investigação. Ele havia sido detido na quarta-feira para averiguações.

A prisão temporária é decidida quando as autoridades consideram que há risco de fuga do acusado ou quando a segurança das vítimas pode ser comprometida.

Não está claro quanto tempo Ramadan ficará detido. Pela lei francesa, a prisão provisória pode durar um ano e incluir duas renovações consecutivas de seis meses posteriores. Mas o tempo pode ser abreviado caso o juiz decida que a detenção não mais seja necessária. 

O juiz investigador ainda pode decidir não realizar um julgamento, baseado nas evidências coletadas. 

Ramadan havia sido afastado da Universidade de Oxford, no Reino Unido, em novembro do ano passado, depois que as acusações vieram à tona. Neto do fundador da Irmandade Muçulmana no Egito, Ramadan era professor de estudos islâmicos na universidade.

O acadêmico entrou com um processo por calúnia contra uma das acusadoras, a escritora feminista francesa Henda  Ayari, que diz ter sido estuprada por Ramadan em um hotel de Paris em 2012.

Em sua defesa, Ramadan afirma que Ayari o procurou insistentemente, com mensagens de conteúdo explícito, dois anos depois do suposto estupro. O filósofo não a teria encontrado.

Outra mulher, não identificada, disse ter sido estuprada em 2009 em um hotel na cidade de Lyon (leste da França).

As acusações surgiram na esteira das denúncias contra o produtor de Hollywood Harvey Weinstein e do movimento Me Too, nos EUA.

Reuters e Associated Press
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