Descrição de chapéu estados unidos Donald Trump

Trump diz que FBI e Departamento de Justiça politizam investigação

Presidente dos EUA deve dar aval para a publicação de documento crítico ao FBI

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegando à Casa Branca nesta quinta-feira (1º)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegando à Casa Branca nesta quinta-feira (1º) - Mandel Ngan/AFP
Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta sexta-feira (2) o FBI e o Departamento de Justiça norte-americano de politizarem investigações, no dia em que a Casa Branca deve aprovar a divulgação de um memorando republicano secreto que afirma que o FBI foi tendencioso contra Trump em seu inquérito sobre a Rússia.

"As principais lideranças e investigadores do FBI e do Departamento de Justiça têm politizado o sagrado processo investigativo a favor de democratas e contra os republicanos --algo que seria impensável apenas pouco tempo atrás", escreveu Trump em rede social. O presidente elogiou funcionários "comuns" do FBI.

O republicano vem reclamando da investigação das ligações de sua campanha presidencial com a Rússia, lideradas pelo investigador especial Robert Mueller.

A mensagem desta sexta deve piorar ainda mais a relação do presidente com as agências, que deveriam funcionar de forma independente do Executivo. Na quarta-feira (31), o FBI afirmou ter "graves preocupações com a omissão de fatos" no documento, dizendo que ele não deveria ser publicado.

Nesta sexta-feira, o Departamento de Justiça e o FBI não comentaram a fala do presidente.

MEMORANDO DA DISCÓRDIA

Funcionários da Casa Branca ouvidos pela agência Reuters dizem que Trump deve dar aval para que o Congresso publique o memorando nesta sexta. O documento foi encomendado pelo diretor da Comissão de Inteligência da Câmara, o republicano Devin Nunes, e supostamente mostra que o FBI usou informações falsas para estender um mandado de escuta que tinha como alvo Carter Page, assessor de campanha de Trump.

Democratas da comissão criticaram o documento, dizendo que ele é tendencioso, baseado em uso seletivo de dados secretos e feito para desacreditar Mueller.

Especula-se que o diretor do FBI, Christopher Wray, pode pedir demissão caso o documento seja divulgado. 

O deputado democrata Adam Schiff, líder de seu partido na comissão, disse que "o líder eleito do país concordou em publicar informações secretas de forma seletiva e tendenciosa para atacar o FBI --isso é que seria impensável há pouco tempo atrás".

Trump também já criticou abertamente o secretário de Justiça Jeff Sessions por declarar-se impedido de chefiar as investigações sobre a Rússia. O próprio Sessions se encontrou com o embaixador da Rússia nos EUA, Serguei Kislyak, em 2016.

Apesar da acusação do presidente de favorecimento aos democratas, muitos dos alvos de Trump são republicanos, como Wray e Sessions.​

Reuters
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